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Quênia tem orfanato para elefantes bebês

Santuário em Nairóbi fica longe das residências humanas e onde a água e os alimentos são abundantes durante todo o ano
Quênia tem orfanato para elefantes bebês
No orfanato os bebês são alimentados a cada três horas. Crédito da foto: Yasuyoshi Chiba

Luggard tinha apenas cinco meses quando chegou ferido por duas balas, uma delas danificou seu fêmur posterior direito. Para o bebê elefante era difícil acompanhar o ritmo da manada no parque nacional de Tsavo, no Quênia.

“Já era muito tarde para uma cirurgia”, conta Edwin Lusichi, chefe dos guardas do orfanato para elefantes do Fundo Sheldrick para a Fauna Selvagem (SWT) de Nairóbi, onde Luggard encontrou refúgio e se recupera de suas feridas.

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O filhote de elefante, que atualmente tem três anos, manca em razão de sua pata deficiente, mas que não o impede de correr com entusiasmo todas as manhãs, com outros vinte companheiros órfãos, quando chega a hora da comida. Eles são alimentados a cada três horas.

Quênia tem orfanato para elefantes bebês
Crédito da foto: Yasuyoshi Chiba

Os pequenos elefantes se apressam sobre as mamadeiras gigantes com uma mistura de leite em pó para humanos, água e vitaminas, uma receita desenvolvida pelo centro para substituir o leite materno.

Os filhotes de elefante não podem sobreviver sem suas mães. O desmame acontece entre os 5 e 10 anos, e só se tornam adultos aos 18 anos.

Um elefante pode viver até os 70 anos, mais muitos morrem de forma prematura. Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), a cada ano na África cerca de 20.000 elefantes são mortos, principalmente por caçadores atrás de suas presas de marfim.

Quênia tem orfanato para elefantes bebês
Crédito da foto: Yasuyoshi Chiba

Os elefantes podem ficar até os três anos no orfanato, depois, a maioria vai para um dos três centros de reintegração situados no parque nacional de Tsavo (sudeste), onde passam vários anos aprendendo a viver sem os humanos até serem capazes de se juntar a uma manada.

Para os elefantes deficientes, como Luggard, o DSWT criou um santuário na floresta de Kibwezi, perto do parque de Tsavo, longe das residências humanas e onde a água e os alimentos são abundantes durante todo o ano.

Em 42 anos de existência, o SWT recebeu 230 elefantes, entre os quais mais de 120 vivem agora em liberdade e tiveram cerca de 30 filhotes, segundo Smith. (AFP)

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