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Prevenção é palavra-chave para evitar a leishmaniose

Doença é fatal para os cães e também é transmitida aos seres humanos
Prevenção é palavra-chave para evitar a leishmaniose
O maior problema é que os cães podem estar com a doença sem que o tutor perceba. Crédito da foto: Divulgação

As estatísticas mostram que para cada cão com sintomas de leishmaniose visceral em regiões endêmicas, outros cinco podem estar assintomáticos. E isso é muito grave, pois esta doença mata. De acordo com a OMS, há 12 milhões de casos por ano com pessoas no mundo e 59 mil mortes. No caso dos cães, o índice de óbito oscila em torno de 6%.

“A Leishmaniose Visceral Canina não tem cura para os cães e pode causar intenso sofrimento ou mesmo a morte. O potencial de disseminação da doença é preocupante, especialmente porque trata-se de uma zoonose (pode ser transmitida para os humanos). Por ano, o Brasil registra cerca de 3,5 mil pessoas doentes, sendo que nove de cada 10 desses casos podem evoluir ao óbito, quando não há tratamento adequado, segundo o Ministério da Saúde”, explica o médico veterinário Jaime Dias, gerente técnico de animais de companhia da Vetoquinol Saúde Animal.

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“Prevenção é palavra-chave para evitar a leishmaniose. A enfermidade é provocada por um protozoário do gênero Leishmania, transmitido aos cães por meio da picada do chamado mosquito palha, nome popular da lutzomyia longipalpis. A doença é levada de cão a cão e dos cães para os seres humanos”, explica Jaime Dias.

Dias alerta para os sinais clínicos mais frequentes em cães: desânimo, fraqueza e perda de apetite, acompanhados de emagrecimento progressivo, descamações na pele, aparecimento de feridas no focinho, nas orelhas, nas articulações e na cauda. A leishmaniose também causa perda de pelos, crescimento exagerado das unhas, vômito e diarreia, além de acometer órgãos importantes como baço, fígado e rins.

Os tutores devem ficar atentos porque esta doença nem sempre é perceptível. Seu cão pode estar infectado, mas você não perceber. A melhor forma de prevenir a doença é mantendo o mosquito transmissor longe dos animais. Por isso, é fundamental manter o ambiente reservado aos pets sempre limpo e sem cheiro de fezes ou urina. Uma dica é aplicar um spray de citronela no local.

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Outra boa maneiras de assegurar a distância dos insetos transmissores de doenças é com o uso de coleiras antiparasitárias. É importante destacar que a leishmaniose visceral já está disseminada pelo Brasil, o que torna indispensável o uso em todas as regiões.

Para quem teme a toxicidade das substâncias, saiba que as coleiras são extremamente seguras para os cães. Os princípios ativos dos medicamentos ficam em contato apenas com a gordura da pele e pelos do animal”, ressalta o especialista. De maneira geral, esses princípios ativos são liberados de forma equilibrada e contínua durante um período de até oito meses e protegem o cão contra os mosquitos transmissores da leishmaniose, pulgas e carrapatos, sem restrição de raças. (Da Redação)

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