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Para criar um pet especial é preciso amor e criatividade

19 de Dezembro de 2020 às 00:01

Para criar um pet especial é preciso amor e criatividade O uso da cadeirinha não deve ser em tempo integral. Crédito da foto: Divulgação

Adaptar o ambiente, se informar e dar amor. Cuidar de um pet com alguma deficiência não é um bicho de sete cabeças e pode mudar a vida do animal para sempre. Os animais se adaptam com facilidade e os tutores podem usar e abusar da criatividade para que a qualidade de vida do filho seja assegurada.

Pode parecer assustador ao se deparar com alguma deficiência do animal. “Muitos tutores têm medo de não conseguirem dar assistência adequada, mas depois percebem que não é impossível. Acompanho alguns e percebo que a rotina deles com seus pets é tranquila. Vejo muita criatividade e buscas simples por soluções para que a convivência seja agradável”, conta o médico veterinário Adelmo Guilhoto Miguel.

Os casos mais comuns de deficiência são as motoras, como paraplegias ocasionadas por problemas de coluna, sequelas de cinomose e traumas. “Para todos os casos, há uma adaptação do ambiente com o uso de cadeirinhas, rampas e obstáculos em locais estratégicos para evitar quedas”, orienta o veterinário.

As cadeirinhas são equipamentos de fisioterapia e muito utilizadas para dar um pouco de autonomia para o animal. A recomendação é o uso diário em sessões de 15 a 30 minutos. “Não se recomenda o uso da cadeirinha por tempo integral, a não ser em casos específicos com recomendação veterinária”, alerta.

Deficiência visual

Há recorrência também de pacientes com deficiência visual. No caso específico dos cães com dificuldade visual grave, a recomendação é evitar a mudança dos móveis de lugar. Mesmo sem enxergar, eles memorizam os caminhos habituais e conseguem se deslocar com facilidade.

Em comparação com o ser humano, o cão se adapta bem à perda da visão. Isso acontece porque, desde filhote, a visão é o sentido menos desenvolvido dos cães. De maneira geral, todo cão já nasce com certo grau de miopia e não enxerga todo o espectro de cores perceptível ao olho humano. “Quando um cão desenvolve uma deficiência visual, ele se adapta com mais facilidade e compensa isso com os outros sentidos, como a audição e o olfato, que são muito desenvolvidos”, acrescenta Miguel.

Posse responsável

Nós já falamos aqui no Portal Melhores Amigos sobre a posse responsável de cães, e que é muito comum um tutor desistir de um animal logo no início da adaptação. A adoção de animais com deficiência pode ser desafiadora. No entanto, felizmente, há um público específico para esse tipo de posse. “Conheço muitos tutores que adotaram animais por causa da deficiência. Tenho pacientes amputados, cegos, com apenas um dos olhos”, conta Miguel.

A posse responsável começa na escolha de quem o tutor quer cuidar e se desenvolve com a adaptação do animal em casa. Eles também são brincalhões, também gostam de passear e ganhar petiscos. “Os casos que presenciei são felizes, pets que passaram por grande sofrimento, mas encontraram um lar e uma família que os acolhesse e compensassem com muito amor e carinho”, conclui. (Portal Melhores Amigos)