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Obesidade de pets precisa ser combatida

Tutores devem estimular hábitos saudáveis e alimentação correta dos animais de estimação
Obesidade de pets precisa ser combatida
Cães de algumas raças, como os labradores, estão mais suscetíveis à obesidade. Crédito da foto: pixabay.com

A obesidade é uma doença causada pelo excesso de gordura corporal e representa um dos problemas de saúde que mais acometem os animais de estimação atualmente. Ela é resultado de um desequilíbrio entre a ingestão e o gasto de energia e pode acarretar diversos problemas, como doenças ortopédicas, cardiorrespiratórias, diabetes, problemas urinários e outras complicações que afetam a saúde e a longevidade.

A incidência do problema é mundial. Para se ter uma ideia, estudos recentes nos Estados Unidos, Europa, Japão e China mostram prevalência de 24% a 60% de cães e gatos em sobrepeso ou obesos. No Brasil os dados são escassos, mas um estudo recente na cidade de São Paulo indica que 40,5% dos cães têm sobrepeso ou obesidade, um dado alarmante. Animais nessas situações necessitam de tratamento orientado e acompanhamento de um médico veterinário.

Para prevenir a obesidade é importante estar alerta às causas que levam à doença. De acordo com o médico-veterinário Flavio Silva os cuidados com a escolha do alimento e o manejo são pontos fundamentais para prevenir e combater o excesso de peso, por isso devem ser tratados como prioridade pelos tutores de cães e gatos.

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“O excesso de petiscos e a “humanização” da alimentação são fatores recorrentes nos dias de hoje. É importante lembrar que cães e gatos não escolhem o que comer ou quantas vezes devem se alimentar, portanto, cabe ao tutor zelar pela alimentação adequada”, diz.

Principais causas da obesidade

O médico-veterinário cita quais são as principais causas da obesidade em pets. Uma delas é a transferência de hábitos. Silva explica que pessoas com hábitos alimentares inadequados tendem a transferir isso ao pet. Oferecer ao pet excesso de petiscos e comida caseira sem orientação especializada é outro erro de muitos tutores. “Os ‘extras’ não devem superar 10% da quantidade calórica diária”, orienta. A ração oferecida ao pet também não deve ser em quantidade exagerada. “É Importante seguir a recomendação do médico-veterinário ou de consumo diário indicada na embalagem do alimento.” Silva destaca ainda que animais e humanos têm necessidades alimentares diferentes e isso deve ser respeitado.

A falta de atividade física também colabora para a obesidade dos animais domésticos. Os tutores devem, então, sempre com a orientação de um médico-veterinário, promover atividade física diária com passeios ou brincadeiras.

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Obesidade de pets precisa ser combatida
Passeios e atividades físicas são formas de manter o animal saudável. Crédito da foto: pixabay.com

Cães com idade mais avançada e gatos adultos jovens são mais suscetíveis à obesidade. Além disso, outra curiosidade que Silva destaca é a questão do sexo os animais. Segundo ele, estudos apontam que as fêmeas têm mais predisposição ao ganho de peso.

Silva cita ainda a castração, predisposição genética e distúrbios de comportamento como fatores que influenciam no peso de cães e gatos. “A obesidade é mais frequente em animais castrados. Além disso, há raças mais suscetíveis, como labrador, beagle, basset hound, dachshund e cocker”, comenta o veterinário. Sobre os distúrbios de comportamento Silva cita a ansiedade por causas diversas (como solidão) pode provocar um apetite voraz. Os animais precisam de atividade para manter sua saúde física e mental. Hipotireoidismo e hiperadrenocorticismo podem levar entre outros problemas à obesidade, e uma vez diagnosticados devem ser tratados

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Segundo o médico veterinário, é importante fazer uma avaliação nutricional completa do pet. Estudos atuais determinaram que essa prática deve se tornar rotina, pois é considerada o quinto sinal vital dos animais, ou seja, é tão importante como parâmetro de saúde do animal quanto a temperatura, frequência cardíaca e respiratória. “Somente a partir desta avaliação é que será possível indicar qual o alimento ideal de acordo com as condições clínicas do animal”, finaliza Silva. (Da Redação)

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