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Língua roxa dos pets pode indicar problema cardíaco

Fique atento aos sinais que podem indicar doenças cardíacas em seu bichinho de estimação
Língua roxa pode ser problema cardíaco
Os tutores precisam ficar atentos aos comportamentos dos pets. Crédito da foto: Pixabay.com

Seu cão não vem mais quando você pega a guia para passear? Seu gato parece estar com dificuldade para respirar? A língua do seu pet está com uma coloração mais roxa? Cuidado, esses sinais podem indicar a presença de alguma doença cardíaca em seu bichinho.

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De acordo com o médico veterinário Douglas Milani de Carvalho, tutores devem ficar atentos aos sintomas de doenças cardíacas porque, quanto antes foram detectadas, mais chances existem de garantir uma melhor qualidade de vida aos bichinhos.

“De maneira geral, os sinais que indicam a possibilidade de uma doença cardíaca são intolerância ao exercício, falta de ar constante, escurecimento das mucosas (língua roxa) e tosse constante”, explica o profissional. Na presença de qualquer um desses sinais (aparecendo ou não em momentos de agitação ou brincadeira), o tutor deve levar o pet ao veterinário.

Mas só a percepção do tutor não basta. “É importante que o tutor leve seu pet ao veterinário ao menos uma vez por ano, mesmo que este não apresente sinais de doença evidentes, para que o profissional possa avaliar o animal e, assim, descobrir possíveis enfermidades mascaradas ou no início”, aconselha Carvalho.

Os check ups cardíacos preventivos para cães e gatos (como eletrocardiograma, ecocardiograma e exames de sangue) devem ser feitos a partir dos 5 a 7 anos de idade, dependendo da raça do animal, quando ele é sadio. Quando o pet já nasce com problemas cardíacos, o check up deve ocorrer desde as primeiras consultas com o veterinário.

Segundo Carvalho, as doenças cardíacas mais comuns na rotina clínica são as insuficiências cardíacas, que ocorrem quando o coração não está conseguindo bombear sangue suficiente para o organismo.

Prevenção

São dois os conselhos principais para prevenir doenças cardíacas nos pets. Primeiro, a prática diária de exercícios físicos (passeios e brincadeiras). Segundo, alimentação de qualidade. “Os tutores também devem evitar petiscos em abundância e comida caseira de forma desregrada”, finaliza Carvalho.

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