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Gripe canina, um perigo do inverno

Sintomas são semelhantes aos da doença em humanos e é mais frequente nas estações mais frias
Gripe canina, um perigo do inverno
Deixar o cachorro protegido do frio é essencial para evitar que ele adoeça. Crédito da foto: Pixabay.com

Com a chegada do outono e a consequente queda nas temperaturas muito se fala sobre a proliferação de doenças respiratórias, especialmente a gripe. Mas você sabia que os cães também podem desenvolver este tipo de doença? É a tosse dos canis – também conhecida como gripe canina –, síndrome respiratória complexa transmitida por vírus ou bactérias que pode afetar animais de todas as raças e idades.

Durante o outono e o inverno, quando o tempo fica mais frio e seco, o que dificulta a dispersão das partículas transmissoras da doença, a transmissão da tosse dos canis é facilitada. Somado a isso, está a queda da resistência imunológica dos cães, que tendem a ficar com as vias aéreas mais ressecadas e, portanto, desprotegidas.

Por ser altamente contagiosa, a doença exige alguns cuidados dos tutores, que devem redobrar a atenção com os sintomas dos seus peludos. Tosse seca, secreção, falta de apetite e febre são alguns dos sinais de alerta. Em casos mais graves, o pet pode também apresentar coriza e secreção nos olhos. Ao notar qualquer um desses sintomas, um veterinário deve ser consultado.

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O diagnóstico pode ser feito por exames laboratoriais, que vão desde hemogramas de rotina até provas bioquímicas, ou mediante avaliação clínica do médico veterinário.

Segundo Andrei Nascimento, médico veterinário, a doença pode ser transmitida aos animais sadios tanto pelo contato com um pet doente, como pelo ar e compartilhamento de vasilhas e brinquedos contaminados. Por isso, a vacinação é a medida mais efetiva de prevenção. “A aplicação da vacina deve ser feita anualmente. A medida protege não somente contra o desenvolvimento da doença grave, como também reduz a eliminação dos agentes transmissores no ambiente – o que é essencial para quem tem mais de um pet”, afirma.

Vacina intranasal

Para os animais que ainda não foram vacinados, vale ressaltar que hoje já existe uma alternativa que garante proteção mais rápida e indolor. “A vacina de administração intranasal além de indolor – já que são aplicadas por meio da narina do animal -, oferece proteção em apenas 72 horas após a aplicação” explica o especialista, que ainda ressalta que a sua aplicação pode ser feita em filhotes a partir de três semanas de vida.

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Quando não tratada, a doença pode causar complicações, como pneumonias. Em casos muito raros, a tosse dos canis pode levar o animal a óbito. Além da vacina anual, alguns outros cuidados podem ser adotados para manter o seu cachorro longe dessa doença. Nascimento orienta que os donos não devem fazer passeios com os cães nos horários mais frios do dia

Como evitar

Para os animais que ficam na área externa da casa, o ideal é que seja providenciado um abrigo que o proteja do vento, principalmente durante a noite. O uso de roupinhas é uma alternativa para mantê-los quentes. Outra orientação é para que se evite choques térmicos, como a exposição do animal a temperaturas baixas após um banho quente, por exemplo. “Ao viajar com o seu cão ou sem ele (deixando-o hospedado em um hotel) procure antes o médico veterinário de sua confiança para que ele possa orientá-lo corretamente sobre a melhor prevenção para cada uma das situações”, finaliza o veterinário. (Da Redação)

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