Buscar no Cruzeiro

Buscar

A história de Marrom, o cachorro cadeirante

25 de Maio de 2019 às 06:30

A história de Marrom, o cachorro cadeirante Marrom ficou paraplégico após um atropelamento, passou por cirurgias e foi adotado. Crédito da foto: Divulgação

Quem entra no perfil do Marrom no Instagram (@ocaodeirante), e vê o cão sorridente e bem cuidado, não imagina todos os desafios pelos quais ele passa, e tudo que aconteceu com ele.

Marrom é um cão sem raça definida de cerca de seis anos de idade. Ele foi encontrado após ser vítima de um atropelamento na rodovia Raposo Tavares, próximo à cidade de São Paulo. Entre as muitas consequências do acidente, tornou-se paraplégico. Foi resgatado e encontrou um lar temporário na ong Vira-Lata é Dez. Foi lá que a psicóloga Sophia Kalaf conheceu o cão, durante suas atividades como voluntária.

[irp posts="80180" ]

 

“Estou na ONG desde 2014. Em 2016, criei uma campanha de adoção para animais especiais. Entre eles, nós tínhamos gatos cegos, uma cachorrinha que estava há 15 anos no abrigo e o Marrom, que havia sido castrado”. Mas por conta do acidente, até mesmo um procedimento simples, como a castração, levou a efeitos colaterais mais complexos. “Não sabíamos a extensão dos cuidados de que ele precisava, naquele momento”, explica Sophia, que carinhosamente define o cãozinho como um “pit-lata”, por conta de seus traços que lembram um pitbull. Marrom sofre de incontinência urinária, por exemplo, o que faz com que ele precise utilizar fraldas. Para passear, ele possui uma cadeira de rodas para cães.

“Algumas pessoas se interessavam por ele, mas ao entender toda a série de atenções que são necessárias no seu dia a dia, desistiam de adotá-lo, o que é compreensível já que nem todos têm condições financeiras, tempo e espaço. Durante a recuperação ele ficou duas semanas na minha casa. E me apeguei muito a ele”. Por um curto período, ele voltou a morar no espaço da Vira Lata é Dez, mas acabou retornando para sua tutora temporária, que o adotou.

Sophia, que já cuidava das redes sociais e comunicação da ONG, criou o perfil do Marrom no Instagram, que também inspira tutores e futuros tutores a uma adoção responsável de animais, além de dar acesso a planilha com todos os gastos com terapias, lenços e fraldas. Também é possível colaborar comprando camisetas com estampa do mascote.

Para que o cãozinho tenha uma vida confortável, a sua rotina envolve atividades como massagens para esvaziar bexiga e o intestino, cujos movimentos voluntários foram comprometidos desde o atropelamento. Isso deve ser feito cerca de cinco vezes por dia.

E apesar de todas as dificuldades, o cãozinho está sempre sorridente. “Ele é um bebezão, e vai comigo pra todo lugar. É praticamente minha sombra com rodinhas”, diz sua tutora. (Portal Melhores Amigos)