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8 pratos que você não imaginava que possuem opções veganas

Confira versões de pratos tradicionais que levam proteínas alternativas

Marcado por tradições culinárias como a feijoada, a moqueca de peixe, a rabada e um bom churrasco, o Brasil tem a carne de origem animal em inúmeras de suas comidas mais típicas.

Contudo, nos últimos anos, os movimentos vegetariano e vegano vêm ganhando espaço, e a importância de respeitar outras formas de vida animal, aos poucos, oferece novas versões a pratos em que só a carne tinha vez. Confira a seguir alguns deles.

Coxinha de legumes

Tradicionalmente acompanhada por frango e, em capitais nordestinas, como o Recife, por charque ou carne seca, a coxinha ganha uma versão vegana quando recheada por legumes temperados e refogados. Alho-poró, cenoura, brócolis, couve-flor, berinjela, pimentão e abobrinha: opções é que não faltam.

Uma dica é temperar bem os legumes, a fim de experimentar novos sabores da receita. Orégano, tempero baiano e manjericão podem ser boas opções. Também é importante escolher um bom azeite de oliva para refogá-los.

Almôndegas de lentilha

Outra inovação, no que se refere a uma boa macarronada, são as almôndegas de lentilha. Além dessa leguminosa, as almôndegas são constituídas por aveia  em flocos, que dará a consistência, além de cebola e alho picados, pimenta dedo-de-moça, cheiro-verde e cominho a gosto.

Após moldar as bolinhas com diâmetro entre 4 e 5 centímetros, prepare um molho de tomate. Refogue o alho e a cebola no azeite até ambos dourarem e, aos poucos, acrescente tomate picado. Quando o tomate estiver se desmanchando, adicione o molho. Misture bem e, por fim, acrescente as almôndegas.

Kibe de abóbora

Também marcada por carnes combinadas com deliciosos temperos, a culinária árabe ganhou uma nova versão, que substitui a carne do kibe por abóbora. Misture o trigo hidratado e a abóbora cozida, que pode ser substituída por grãos, como lentilha, grão-de-bico ou feijão, com a cebola e o alho picados, além de sal, hortelã e pimenta a gosto.

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Para o recheio, uma opção inovadora é a folha de ora-pro-nobis, com alto poder nutricional, popular em lugares como Minas Gerais. Além dela, tomate, cebola, alho e sal a gosto também fazem a diferença no prato. Para quem não gosta de ora-pro-nobis, é possível preparar um recheio de brócolis, espinafre e escarola.

Moqueca de palmito

Clássico da culinária baiana e capixaba, a moqueca de palmito é uma boa alternativa para quem quer saborear esse prato, sem o peixe. Acompanhada de pimentão amarelo e vermelho, tomate, coentro e pimenta a gosto, a moqueca tem como seu elemento mais importante o leite de coco — e o azeite de dendê, no caso da receita baiana.

Após refogar a cebola e o alho, refogue o pimentão em fogo baixo e depois acrescente o palmito em rodelas, formando uma camada. Só então acrescente leite de coco (e azeite de dendê) e, por último, coloque o tomate, que não derreterá.

Arroz carreteiro com tofu

Parte importante da história do Rio Grande do Sul, o arroz carreteiro foi criado a partir da necessidade de os carreteiros, também chamados de tropeiros, se alimentarem rapidamente.

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Responsáveis por transportar cargas puxadas por bois, esses profissionais deviam comer refeições energéticas, econômicas, com alimentos de longa durabilidade, como o arroz e a carne de charque.

Uma das versões veganas desse prato substitui a carne por outras fontes de proteínas, como o tofu defumado, tornando-o mais saudável e tão saboroso quanto a receita original.

Sarapatel de cogumelos

Um dos pratos mais típicos da culinária nordestina, o sarapatel original é feito com órgãos como o fígado, o coração e o sangue do boi. A versão vegana substitui todos os ingredientes de origem animal por outros, de origem vegetal, como uma mistura de cogumelos — champignons, shitake e shimeji — bem temperada com sal e alho.

Marcado pelo gosto forte, o sarapatel, em sua versão vegetariana, ganha uma leve textura sólida criada pelos cogumelos cozidos e é recomendado para acompanhar saladas ou ser servido com pães, como entrada.

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Maniçoba com proteína de soja

Prato de origem indígena, apreciado especialmente por paraenses, a maniçoba é a folha de mandioca-brava e exige alguns cuidados para ser preparada. O principal deles são dez dias de cozimento, a fim de eliminar o ácido cianídrico, toxina presente nesse tipo de mandioca e cuja ingestão pode ser matar.

Tradicionalmente, a maniçoba é servida com carne de charque, costelinha e  calabresa. Mas sua versão vegana é constituída por frutas e legumes, devidamente temperadas por ingredientes típicos do Pará, como o cumaru, o puxuri e o tradicional jambi — que adormece a língua de quem o ingere.

Bobó de shimeji e banana-da-terra

Uma ótima alternativa para quem não gosta ou tem alergias a camarão, o bobó de shimeji e banana-da-terra é uma delícia e exige uma boa combinação de temperos. Outra dica importante é limpar os cogumelos com toalha umedecida e evitar lavá-los, já que eles, naturalmente, absorvem muita água.

Primeiro, coloque a banana-da-terra fatiada e adicione, gradualmente, o azeite de dendê. Mexa por alguns minutos e acrescente mandioca macia cozida, que foi triturada no liquidificador, e então adicione leite de coco, cebola e tomates. No tempero, uma boa sugestão é uma pitada de pimenta-do-reino, uma colher de chá de shoyu e umas gotas de limão, além de sal a gosto.

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