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8 pratos que você não imaginava que possuem opções veganas

26 de Março de 2020 às 17:11

Marcado por tradições culinárias como a feijoada, a moqueca de peixe, a rabada e um bom churrasco, o Brasil tem a carne de origem animal em inúmeras de suas comidas mais típicas.

Contudo, nos últimos anos, os movimentos vegetariano e vegano vêm ganhando espaço, e a importância de respeitar outras formas de vida animal, aos poucos, oferece novas versões a pratos em que só a carne tinha vez. Confira a seguir alguns deles.

Coxinha de legumes

Tradicionalmente acompanhada por frango e, em capitais nordestinas, como o Recife, por charque ou carne seca, a coxinha ganha uma versão vegana quando recheada por legumes temperados e refogados. Alho-poró, cenoura, brócolis, couve-flor, berinjela, pimentão e abobrinha: opções é que não faltam.

Uma dica é temperar bem os legumes, a fim de experimentar novos sabores da receita. Orégano, tempero baiano e manjericão podem ser boas opções. Também é importante escolher um bom azeite de oliva para refogá-los.

Almôndegas de lentilha

Outra inovação, no que se refere a uma boa macarronada, são as almôndegas de lentilha. Além dessa leguminosa, as almôndegas são constituídas por aveia  em flocos, que dará a consistência, além de cebola e alho picados, pimenta dedo-de-moça, cheiro-verde e cominho a gosto.

Após moldar as bolinhas com diâmetro entre 4 e 5 centímetros, prepare um molho de tomate. Refogue o alho e a cebola no azeite até ambos dourarem e, aos poucos, acrescente tomate picado. Quando o tomate estiver se desmanchando, adicione o molho. Misture bem e, por fim, acrescente as almôndegas.

Kibe de abóbora

Também marcada por carnes combinadas com deliciosos temperos, a culinária árabe ganhou uma nova versão, que substitui a carne do kibe por abóbora. Misture o trigo hidratado e a abóbora cozida, que pode ser substituída por grãos, como lentilha, grão-de-bico ou feijão, com a cebola e o alho picados, além de sal, hortelã e pimenta a gosto.

Para o recheio, uma opção inovadora é a folha de ora-pro-nobis, com alto poder nutricional, popular em lugares como Minas Gerais. Além dela, tomate, cebola, alho e sal a gosto também fazem a diferença no prato. Para quem não gosta de ora-pro-nobis, é possível preparar um recheio de brócolis, espinafre e escarola.

Moqueca de palmito

Clássico da culinária baiana e capixaba, a moqueca de palmito é uma boa alternativa para quem quer saborear esse prato, sem o peixe. Acompanhada de pimentão amarelo e vermelho, tomate, coentro e pimenta a gosto, a moqueca tem como seu elemento mais importante o leite de coco — e o azeite de dendê, no caso da receita baiana.

Após refogar a cebola e o alho, refogue o pimentão em fogo baixo e depois acrescente o palmito em rodelas, formando uma camada. Só então acrescente leite de coco (e azeite de dendê) e, por último, coloque o tomate, que não derreterá.

Arroz carreteiro com tofu

Parte importante da história do Rio Grande do Sul, o arroz carreteiro foi criado a partir da necessidade de os carreteiros, também chamados de tropeiros, se alimentarem rapidamente.

Responsáveis por transportar cargas puxadas por bois, esses profissionais deviam comer refeições energéticas, econômicas, com alimentos de longa durabilidade, como o arroz e a carne de charque.

Uma das versões veganas desse prato substitui a carne por outras fontes de proteínas, como o tofu defumado, tornando-o mais saudável e tão saboroso quanto a receita original.

Sarapatel de cogumelos

Um dos pratos mais típicos da culinária nordestina, o sarapatel original é feito com órgãos como o fígado, o coração e o sangue do boi. A versão vegana substitui todos os ingredientes de origem animal por outros, de origem vegetal, como uma mistura de cogumelos — champignons, shitake e shimeji — bem temperada com sal e alho.

Marcado pelo gosto forte, o sarapatel, em sua versão vegetariana, ganha uma leve textura sólida criada pelos cogumelos cozidos e é recomendado para acompanhar saladas ou ser servido com pães, como entrada.

Maniçoba com proteína de soja

Prato de origem indígena, apreciado especialmente por paraenses, a maniçoba é a folha de mandioca-brava e exige alguns cuidados para ser preparada. O principal deles são dez dias de cozimento, a fim de eliminar o ácido cianídrico, toxina presente nesse tipo de mandioca e cuja ingestão pode ser matar.

Tradicionalmente, a maniçoba é servida com carne de charque, costelinha e  calabresa. Mas sua versão vegana é constituída por frutas e legumes, devidamente temperadas por ingredientes típicos do Pará, como o cumaru, o puxuri e o tradicional jambi — que adormece a língua de quem o ingere.

Bobó de shimeji e banana-da-terra

Uma ótima alternativa para quem não gosta ou tem alergias a camarão, o bobó de shimeji e banana-da-terra é uma delícia e exige uma boa combinação de temperos. Outra dica importante é limpar os cogumelos com toalha umedecida e evitar lavá-los, já que eles, naturalmente, absorvem muita água.

Primeiro, coloque a banana-da-terra fatiada e adicione, gradualmente, o azeite de dendê. Mexa por alguns minutos e acrescente mandioca macia cozida, que foi triturada no liquidificador, e então adicione leite de coco, cebola e tomates. No tempero, uma boa sugestão é uma pitada de pimenta-do-reino, uma colher de chá de shoyu e umas gotas de limão, além de sal a gosto.