O que os pais podem fazer em relação à privacidade online de seus filhos?

Por Marketing

Privacidade na internet

Medidas simples de privacidade que toda família pode adotar

A proteção de seus filhos não precisa depender de estratégias complexas e caras. Especialistas em cibersegurança costumam afirmar que mesmo práticas simples podem ter um grande impacto.

Analisar juntos as permissões dos aplicativos

Reservar alguns minutos para verificar quais permissões são concedidas e a quais aplicativos é um primeiro passo importante. Dificilmente o acesso à câmera, ao microfone ou à localização da criança é justificável para um app infantil. Ao limitar as permissões, pais e responsáveis podem reduzir a quantidade de informações que um aplicativo pode coletar.

Usar uma VPN

Famílias que buscam uma camada extra de privacidade online também podem considerar o uso de uma VPN. Essa ferramenta de segurança possibilita a criptografia completa da conexão da criança, evitando assim que seus dados de navegação sejam interceptados, especialmente ao usar redes públicas de Wi-Fi em restaurantes e hotéis. Com várias opções no mercado, não é difícil para as famílias encontrarem um bom custo-benefício ao buscarem uma VPN com o melhor preço.

Tornar privados os perfis das crianças

Perfis públicos podem revelar muito mais do que os pais imaginam (ou aceitariam compartilhar com estranhos). É por isso que especialistas recomendam incentivar as crianças a usarem contas privadas e a aprovarem pessoalmente seus seguidores. Além disso, é crucial verificar possíveis evoluções nessas configurações, já que controles e recursos de privacidade são constantemente atualizados pelas companhias.

Desativar o compartilhamento de localização

Um elemento que muitas vezes passa batido, a geolocalização das crianças pode ser extremamente perigosa. Podendo revelar onde ela mora, estuda ou passa o tempo com amigos, esse dado pode ser usado com inúmeras finalidades maliciosas. Por mais segurança, é indicado desativar o acesso à localização para todos os aplicativos que não necessitam realmente dele.

Mantenha o diálogo aberto

A estratégia de privacidade mais eficaz pode ser um relacionamento no qual as crianças se sintam à vontade para pedir ajuda. É essencial, afinal, que se ela compartilhar algo privado por acidente, receber uma mensagem inadequada ou baixar um aplicativo suspeito, tenha consciência de que pode recorrer aos pais em primeiro lugar.

Segurança pelas próprias mãos

O caso recente envolvendo a ByteDance é um ótimo exemplo que ilustra por que as famílias não podem depender inteiramente das empresas de tecnologia para proteger seus filhos. Embora seja fato que os órgãos reguladores estão intensificando a fiscalização das plataformas (com países da Europa até mesmo restringindo por completo o acesso infantil às redes sociais), os pais e responsáveis ainda desempenham um papel fundamental nesse quesito.

Dedicar alguns minutos para revisar permissões, reforçar as configurações de privacidade, desativar o acesso desnecessário à localização e manter o canal da comunicação aberto pode fazer uma diferença enorme.

A privacidade online não é sobre manter os pequenos afastados da tecnologia (o que, francamente, seria impraticável na atualidade), mas sim ajudá-los a utilizá-la com confiança, consciência e maior controle sobre sua identidade digital.