Conheça os maiores perigos de carregar o celular em público

Por Marketing

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Poucas pessoas pensariam que existe qualquer risco ao carregar seus celulares em tomadas USB públicas. No entanto, até essa fronteira foi cruzada por criminosos virtuais: o golpe até ganhou o nome de “juice jacking”.

Entenda a seguir como esse crime afeta milhares de pessoas diariamente em ambientes públicos de grande circulação e como se proteger contra ele.

Como dados sensíveis podem ser roubados em portas USB

Ataques à cibersegurança se renovam com grande frequência. Atualmente, um dos grandes problemas são dispositivos maliciosos instalados em pontos públicos, disfarçados como estações de carregamento.

Quando a vítima conecta o aparelho na tomada, a conexão USB adulterada envia comandos para ativar o Bluetooth e conectar um dispositivo a outro, dos golpistas. O celular solicita a transferência de dados por Bluetooth, com o dispositivo estranho confirmando o pedido, sem passar pelo filtro do dono do aparelho afetado.

Outra possibilidade do golpe independe do Bluetooth: o ponto de carregamento adulterado age como um teclado USB e atravanca o funcionamento do celular com uma enxurrada de teclas digitadas.

Em qualquer uma dessas modalidades de crime, golpistas conseguem acessar e baixar fotos, vídeos e dados sensíveis para outro aparelho.

Com isso, podem aplicar rotinas de chantagem, sequestro de dados e fraudes em geral. Também são capazes de introduzir malwares (vírus) no aparelho invadido – que podem tanto alterar o desempenho do celular quanto facilitar o roubo de dados.

Como se proteger contra o golpe via USB

Desde que esses golpes foram detectados, de Apple e Google fizeram esforços para distribuir atualizações de segurança que diminuem o problema em aparelhos iOS e Android.

O sistema operacional iOS 18.4 ou mais recente e o Android 15 foram beneficiados com as atualizações, com opção de exigir autenticação biométrica para transferência de dados via USB (configuração “Acessórios com cabo” no iPhone). Ainda assim, no caso de dispositivos Android, é recomendável evitar o uso de tomadas públicas.

De maneira geral, o uso de redes Wi-Fi públicas também oferece riscos de intrusão e roubo de dados, e merece cautela. Usar uma VPN pode acrescentar uma camada adicional de criptografia e segurança nas ocasiões em que se usa espaços públicos para carregar dispositivos ou navegar pela internet.

É possível fazer um teste grátis de VPN antes de contratar um serviço do tipo, tendo em vista o enorme universo de opções à disposição. Mas somente uma VPN não elimina o risco de plugar celulares em lugares como cafés, shopping centers e principalmente aeroportos, onde a incidência dos casos de “juice jacking” mais tem sido observada.

Bloqueadores de dados

Felizmente, existem adaptadores de carregadores USB chamados bloqueadores de dados USB. Instalados junto ao cabo do usuário, eles apenas permitem a passagem de energia, sem transferência de informações.

Eles podem ser facilmente encontrados à venda em diferentes preços e marcas. Um cuidado a ser tomado antes de adquirir a peça é identificar o tipo do cabo de carregamento, pois esses adaptadores bloqueadores podem ser projetados para cabos USB convencionais, mas também para USB C – e diferem em formato, segurança e capacidade de barrar transferências.

Carregadores portáteis e acessórios próprios

Contar com um cabo de carregamento próprio em viagens ou trânsito por locais públicos é uma medida preventiva contra o roubo de dados via USB. Nesse sentido, é importante evitar usar cabos que eventualmente fiquem à disposição em estações públicas de carga.

Além disso, a compra de um carregador portátil (conhecido também como “power bank”) pode ser uma ótima maneira de se proteger sem deixar de manter o celular funcionando.

Para comprar esse tipo de acessório, também é importante atentar à compatibilidade com o dispositivo: a capacidade real de carga (um aparelho mais novo necessitará de 15 mil a 20 mil mAh de capacidade), tipos de portas USB de entrada e saída e a tecnologia da bateria. Tudo isso definirá o tempo de carga e a durabilidade do acessório.

Para o contexto dos aeroportos, é importante observar que carregadores acima de 27 mil mAh (100 Wh) são proibidos pela maior parte das companhias aéreas tanto na bagagem de mão quanto despachados na mala grande.

Enfim, com um pequeno investimento e boas práticas em ambientes públicos, os riscos de se tornar uma vítima de crime virtual diminuem sensivelmente.

- Guilherme Figueiredo