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Pandemia e rotina diferente aumentam chances de depressão

Cães podem apresentar ansiedade e comportamentos indevidos

22 de Maio de 2021 às 00:01
Da Redação [email protected]
Tutores devem evitar mudanças bruscas na rotina.
Tutores devem evitar mudanças bruscas na rotina. (Crédito: PIXABAY.COM)

Se por um lado a pandemia tem deixado muita gente deprimida, é preciso ficar atento: os animais também estão sofrendo com isso, alerta a médica-veterinária Melanie Marques.

Não é segredo para ninguém que os últimos tempos deixaram as pessoas mais deprimidas. Devido à pandemia, estresse e ansiedade estão caminhando juntas de tal modo que tem prejudicado a saúde de muita gente. E de quem não é gente também.

Sim, neste cenário difícil, “as famílias ainda não perceberam a gravidade desta situação, mas o fato é que os animais também estão sofrendo com uma forma de depressão”, alerta a veterinária e mentora motivacional, Melanie Marques. Ela revela que “a depressão canina tem as mesmas origens da humana. Estudos similares às observações aplicadas aos estudos da psicologia humana foram aplicados e existe uma gama de artigos científicos que já comprovam tal fato.”

Vale lembrar que, em 2017, foi estabelecida uma lei que reconhece que cães e gatos são seres sencientes. A veterinária conta que “a Lei de Proteção aos animais (Lei 12.854/2003) alterou o artigo 34-A; passando a considerar que cães e gatos estão sujeitos a direitos, que sentem dor e medo, e isso significa que são reconhecidos como sujeitos de direito. Além de protegê-los e classificá-los como vítimas em casos de ameaça à vida, à saúde, integridade física e mental”, acrescenta.

Porém, fazer o diagnóstico de depressão em um animal de estimação não é uma tarefa das mais fáceis, ressalta Melanie. “É claro que, não se sabe ao certo como eles sentem e até mesmo de que forma expressam, mas o principal fator que predispõem nossos pets a serem também sujeitos a depressão é concluído através de respostas a estudos neurobiológicos. Eles comprovam as respostas aos estímulos sociais e ambientais, dentre outros”, define.

No caso da depressão, por exemplo, a veterinária revela que ela pode ser desencadeada pela ausência repentina de uma pessoa ou de um companheiro animal com quem ele estava acostumado ao convívio. “Como acontece no caso de luto, as perdas afetivas e mudanças bruscas no ambiente podem causar estresse, ansiedade, chegando até a depressão no pet”.

Além disso, “como os cães são muito apegados ao tutor, essa situação pode desencadear a “ansiedade por separação”, que é diferente da depressão. Ela pode acontecer quando há alterações na rotina e pode ser resolvida com a ajuda do próprio tutor”. Nesse contexto, ela pondera que “os animais geralmente se acalmam com a aproximação de um objeto de seu afeto”, complementa.

Por outro lado, Melanie orienta que a depressão deve ser tratada com medicamentos alopáticos ou naturais e os sinais são opostos à dessa ansiedade citada: “O animal passa a não tolerar o toque físico, além de apresentar apatia, falta de apetite e sedentarismo”.

Para prevenir a depressão nos animais, a veterinária e mentora motivacional recomenda algumas maneiras de ajudá-los a saírem dessa. “Às vezes, ao se exceder nos cuidados ou até mesmo fazer uma espécie de super proteção, isso pode gerar distúrbios psicológicos, inclusive a depressão. Por isso, o ideal é evitar mudanças repentinas no ambiente ou convívio, manter uma rotina de passeios e higiene, brincadeiras, saúde e, claro, muito afeto”. (Da Redação)