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Guia Saúde

Saúde é fruto da genética, do ambiente e dos hábitos

Todo cidadão deveria ter “um médico para chamar de seu”, diz o dr. Setembrino
Saúde é fruto da genética, do ambiente e dos hábitos
Para o dr. Setembrino, as UBSs têm grande importância, e, por meio delas, diversas patologias mais graves podem ser evitadas. Crédito da foto: Emidio Marques

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é “estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente a ausência de enfermidade ou invalidez”. Mas será que, na prática, isso é possível, já que, algum momento, podemos passar por aborrecimentos? Para o médico intensivista, e responsável pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Unimed em Sorocaba, o dr. Setembrino Ferraz Júnior, o que determina uma condição de saúde maior e melhor é o tripé formado pela genética, por fatores ambientais e pelos hábitos de cada um.

Segundo ele, de um ponto de vista prático, é muito difícil vivenciar o conceito de saúde da OMs, exatamente pelo fator de que todos nós estamos sujeitos a contratempos, e que uma situação de vida saudável só poderá ser obtida por meio de prevenções baseadas no tripé citado.

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Sobre isso, ele explica que, dada a questão genética, é preciso se esquivar daquilo que já fez mal aos nossos antepassados. Um dos exemplos citados é o de que, se algum familiar teve câncer de pulmão em decorrência do tabagismo, deve-se ficar longe do cigarro que, inclusive, ele tem como um dos fatores determinantes para o diagnóstico também dos cânceres de estômago, bexiga, de boca e de língua.

Fatores ambientais

Saúde é fruto da genética, do ambiente e dos hábitos
O tabaco, causador de vários tipos de câncer, é um dos problemas mais graves que a humanidade enfrenta. Crédito da foto: Reprodução da Internet

Já os fatores ambientais podem nos atingir de duas maneiras. Em alguns casos devemos procurar nos proteger, e em outros, a responsabilidade deve ser compartilhada com o Poder Público. Na primeira situação, um exemplo citado é o do metalúrgico que se vê exposto a substâncias que podem lhe causar danos, mas que tem a possibilidade de se afastar do risco com o uso de equipamentos de proteção individual (EPI).

E em outros casos ligados aos fatores ambientais, tais como o surgimento de doenças infecciosas como dengue e febre amarela, cabe ao Poder Público barrar os surtos com programas de vacinação. Já em relação ao que se refere aos hábitos, é nesse quesito que o médico intensivista afirma que o controle depende mais das próprias atitudes (hábitos alimentares, exercícios, etc), destacando ainda que apenas na linha genética não se tem negociação.

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Ao enfatizar que o paciente também tem que fazer sua parte, Setembrino Ferraz Júnior afirma que “saúde obrigatoriamente passa por uma providência interna”, e que todo cidadão “precisa ter um médico para chamar de seu”, e que isso se torna possível por intermédio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que ele compreende como sendo de grande importância mas que, por muito tempo, foram negligenciadas.

Saúde é fruto da genética, do ambiente e dos hábitos
Muitos perigos ambientais podem ser evitados com o uso de equipamentos de proteção individual. Crédito da foto: Reprodução da Internet

Isso porque, conforme explica, é por meio das UBSs que toda uma comunidade é inserida em programas como os de hipertensão, de vacinação e outros, e que se tornam baratos à medida que, com o acompanhamento médico, diversas patologias mais graves podem ser evitadas. Confirmando que o Poder Público é muito eficiente quando suas demandas são levadas à sério, Setembrino citou os programas de apoio aos pacientes de Aids e hepatite C, que segundo ele funcionam muito bem.

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Entretanto, ele reconhece que, apesar dos programas de saúde, e dos avanços da medicina, ainda há quem prefira não fazer a prevenção, “repassando a responsabilidade para algum médico”. (Adriane Mendes)

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