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Guia Saúde

Nas viagens longas, o ideal é exercitar as pernas e os pés

De avião, carro ou ônibus, permanecer muito tempo sentado pode provocar risco de trombose, alertam os médicos
Durante viagens demoradas, os membros inferiores sentem mais os efeitos da falta de circulação sanguínea . Crédito da foto: Divulgação

O período de férias remete à viagens e, em se tratando de percursos longos, e, portanto, demorados, de avião, carro ou ônibus, é importante ficarmos atentos ao risco de trombose, motivada pela ausência de circulação sanguínea em decorrência da falta de movimentação das pernas. É claro que os riscos são relativos, precisando ser avaliada a condição física e de saúde de cada pessoa, mas o cirurgião vascular José Francisco Moron Morad, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, e diretor do Hospital da Unimed, informa que a trombose venosa pode evoluir para embolia pulmonar, que pode ser fatal.

De acordo com Moron, a circulação venosa, ou seja, pelas veias, é a que traz o sangue de volta ao coração. Porém, no quadro de Trombose Venosa Profunda (TVP), ocorre a coagulação do sangue no interior das veias, sendo que as mais comumente acometidas são as dos membros inferiores, em cerca de 90% dos casos. Já os sintomas mais comuns são o inchaço e a dor.

José Francisco Moron: a trombose venosa pode evoluir para embolia pulmonar. Crédito da foto: Divulgação/ Assessoria da Unimed

Explica Moron que o risco maior é quando um desses coágulos, que entupiu a veia, cai na circulação, causando o que chamam de embôlo, e cujo caminho natural é o coração e o pulmão, causando a embolia pulmonar.

Entretanto, embora os maiores riscos estejam em viagens de pelo menos 10 horas, Moron destaca que não é preciso haver pânico, ressaltando que tudo também vai depender do estado de saúde do viajante. Ele cita que alguns fatores agravantes são o tabagismo, a obesidade e a presença de varizes.

Mas, para que a viagem demorada seja apenas de satisfação e não de preocupação, o médico orienta o passageiro a se consultar e saber se poderá fazer uso de métodos anticoagulantes ou de medicamentos. Porém, ele reforça que nenhum medicamento deve ser ingerido sem conhecimento médico. Moron indica ainda que meias elásticas de compressão podem também ser uma opção.

Dicas

Moron orienta que é possível movimentar as pernas, mesmo durante as viagens longas, e dá algumas dicas. Independentemente da viagem ser aérea ou rodoviária (de ônibus), a sugestão é se sentar sempre do lado do corredor. Isso porque assim fica mais fácil para o passageiro se levantar para caminhar. E em viagem de ônibus, o médico atenta para o benefício das paradas e afirma que o ideal é que o passageiro se levante e saia do ônibus, mesmo que não vá, por exemplo, fazer algum lanche ou uso de sanitário. A sugestão de parada para esticar as pernas é válida também para os que se deslocam por condução própria, considerando, inclusive, poder parar no momento que desejar.

O médico ensina também outra técnica de movimentação das pernas,  na qual o passageiro inclusive pode se manter sentado. Ele se refere ao movimento semelhante ao do pedal das máquinas de costura, na qual movimenta a panturrilha (batata da perna). Pode-se também fazer o alongamento dos pés de forma circular. (Adriane Mendes)

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