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Febre amarela é ameaça no litoral; região de Sorocaba não tem casos

Cidades da região foram afetadas no ano passado, mas não têm registros em 2019
febre amarela
Quem tomou a dose completa da vacina contra a febre amarela não precisa se imunizar novamente – Foto: Erick Pinheiro/Arquivo JCS

Três pessoas que estavam internadas com o vírus da febre amarela morreram neste fim de semana, segundo a Vigilância Epidemiológica de Eldorado, no Vale do Ribeira, região litorânea sul do Estado, onde cerca de 20 macacos foram encontrados mortos. Com isso, subiu para seis o número de mortes registrados na cidade, este ano, em decorrência do tipo silvestre da febre.

Conforme a Vigilância, dois homens que estavam internados no Hospital das Clínicas, em São Paulo, morreram no sábado, 19. Um homem que estava internado no Hospital Emílio Ribas, também na capital, morreu neste domingo.

Não há registros de casos – ou de macacos mortos -, neste ano, na Região Metropolitana de Sorocaba.

Já se somam, agora, uma morte em Bertioga, de um rapaz que contraiu o vírus em São Sebastião – ambas cidades no litoral -, e Eldorado. Nesta cidade, são pelo menos nove casos já confirmados, com seis óbitos. Outras quatro pessoas são monitoradas por suspeita estarem com a doença.

Moradores que sentirem febre alta, mal-estar, dor no corpo, náuseas e vômitos, com duração de dois ou três dias, devem procurar uma unidade de saúde, alertam os médicos. A melhora pode ocorrer, mas os sintomas podem voltar depois com mais intensidade.

A Prefeitura de Eldorado marcou para 5 de fevereiro um dia de “batalha” contra o Aedes aegypti. Foto: Divulgação

Casos graves em 2018 na RMS

A febre amarela assuntou os votorantinenses no ano passado, principalmente na região do Parque do Matão. Segundo a Secretaria de Saúde do município, ficou constatado que sete macacos, da espécie bugio, morreram em decorrência da doença, embora não tenha havido caso em humanos na cidade. Em sete municípios da Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) 28 pessoas foram infectadas e, dessas, 13 morreram. Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Por conta dos casos em macacos, foram feitos vários mutirões para imunização contra a doença ao longo de 2018 em Votorantim. Segundo a pasta da Saúde, 43.611 pessoas receberam a dose plena da vacina e 20.529 a dose fracionada, totalizando 64.140 vacinados. Também em decorrência da morte dos macacos, o Parque do Matão ficou fechado por cinco meses, entre janeiro e junho de 2018. A última morte confirmada foi em março.

Os números da febre amarela são divulgados pelo boletim epidemiológico do Estado desde 2016 e segundo a Secretaria de Saúde, 75 mortes de macacos foram contabilizadas pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da região de Sorocaba — que reúne 33 municípios. A cidade com maior número de morte de primatas foi Ibiúna, com 28 confirmações. Em seguida vem Sarapuí (10), Pilar do Sul (9), Votorantim (7), São Miguel Arcanjo e Tapiraí (6 cada), Piedade (4), Itapetininga (2) e Capela do Alto, Itu e Salto de Pirapora com uma morte de macaco cada.

Casos em humanos na RMS

Ao longo do ano passado, segundo o boletim, Ibiúna foi o município da RMS com mais casos registrados de febre amarela, com 15 pessoas infectadas e dez mortes confirmadas. Piedade contabilizou cinco casos e três mortes. São Roque registrou quatro casos, com uma morte. São Miguel Arcanjo e Tapiraí tiveram uma morte cada. Já Salto de Pirapora e Araçariguama registraram um caso cada, porém os pacientes se recuperaram e tiveram alta.

Estado

De janeiro a dezembro do ano passado, segundo o boletim estadual, foram reportados 3.315 casos suspeitos de febre amarela em humanos, sendo que destes, 538 (16,8%) casos foram confirmados, com 499 (92,8%) casos autóctones e 35 (6,5%) importados. Dentre os autóctones, houve 173 mortes (34,6%). A maioria dos casos era do sexo masculino (80,8%) e a média de idade foi de 43 anos.

Em 2019, de acordo com o boletim, há 12 casos da doença confirmados, com seis mortes. As cidades que registraram febre amarela foram Eldorado, Iporanga, Jacupiranga e Cananéia. (Da Redação)

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