Guia Saúde

Exercícios físicos no calor exigem mais cuidados

Dica é usar roupas leves, hidratar-se e evitar alimentos gordurosos

Janeiro é um mês em que as metas definidas para o ano tendem a ser postas em prática. E, entre elas, muitas pessoas desejam levar uma vida mais saudável, sobretudo, pensando em começar ou recomeçar a praticar atividades físicas com mais frequência. Mas, ao mesmo tempo, trata-se de uma época em que o calor é muito intenso e são necessários cuidados específicos.

O uso de roupas leves, a hidratação correta e a alimentação balanceada são aliados fundamentais às práticas esportivas e, diante das altas temperaturas, ainda mais. O educador físico e personal trainer Bruno Padilha, 24, lembra da importância de tomar bastante água e ingerir alimentos que sejam ricos em água e sais minerais. “É bom evitar alimentos muito gordurosos, pois demoram mais tempo para serem digeridos”, acrescenta.

Padilha cita os isotônicos e água de coco como “bons companheiros” para a reposição de líquidos. “São uma boa escolha em épocas muito quentes pois são absorvidos mais fácil no estômago e repõem os sais minerais perdidos no suor”, explica. A hidratação, segundo ele, deve acontecer antes, durante e após a atividade realizada. É importante, também, aquecer antes dos exercícios e treinar apenas o que o professor/treinador prescrever, para não exigir demais do corpo, comenta o educador físico.

De acordo com o profissional, as temperaturas acima da média podem causar mais cansaço do que o normal. “Pode haver mais dificuldade nos treinos, você não conseguir fazer o mesmo exercício que está acostumado, vista turva, tontura e vômitos, por isso devemos seguir as orientações”, diz. Ele, porém, afirma não ser necessário reduzir o período de treinos por conta do calor. “Podemos realizar sim atividades de longa duração, mas temos que ter atenção redobrada, pois o clima está desfavorável a uma atividade muito extensa.”

Os “atletas”

A estudante de jornalismo Camila Andrade, 21 anos, faz crossfit e cumpre à risca as orientações citadas por Padilha. Além delas, a jovem sempre tem um protetor solar guardado na bolsa. “Pois muitas vezes temos treinos ao livre ou o sol entra com alta intensidade em algumas áreas do box”, justifica. Ela admite sentir mais cansaço nos dias de temperaturas mais altas. “Sinto que meu corpo fica menos resistente aos treinos, é como se o calor prejudicasse a performance.”

O economista Marcos Canhada, 53 anos, considerava-se sedentário há três anos, mas desde então passou a investir nas corridas de rua. “Tenho uma meta de 50 quilômetros por semana a ser cumprida, com chuva, sol, calor… Seja como for, meus objetivos precisam ser atingidos. Eu gosto do clima quente, me motiva mais para a corrida”, conta. Neste ano, ele está se preparando para correr a Maratona do Rio de Janeiro. “Na condição de calor mais intenso, como atualmente, carrego reserva de água compatível com a quilometragem prevista para cada corrida, evito treinar entre 11h e 17h e procuro correr na avenida Dom Aguirre, que dispõe de trechos arborizados e ameniza um pouco o sol intenso.”

O operador de produção Douglas Antunes Duarte, 39 anos, trabalha à noite, portanto, precisa adequar a vida profissional com o descanso, academia e corridas de rua. “Eu costumo treinar às 16h. Já que almoço por volta de meio-dia, antes do treino como alguma fruta e depois tomo whey ou alguma vitamina”, diz. Sobre a necessidade de treinar em um horário em que o calor ainda é intenso, Duarte brinca: “Quem tem a possibilidade de fugir desses horários muito quentes, maravilha. Quem não tem, vai à luta.”

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