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Empresas que investem no bem-estar são mais lucrativas, diz pesquisa

Conceitos contemporâneos, como liberar os funcionários para trabalhar de casa, impactam nas receitas

Horário de trabalho flexível, ambiente descolado, mais folgas e menos reuniões são conceitos que já estão sendo adotados por empresas brasileiras. E não é apenas pelo charme de se parecer com grandes multinacionais ou startups emergentes, os novos modelos têm se provado cada dia mais rentáveis.

Empresários que estão apostando no bem-estar dos seus funcionários notaram um aumento na produtividade e na criatividade. Pesquisas feitas por sites como o SaúdeLab têm mostrado que um funcionário feliz se dedica mais ao seu trabalho e tem ideias mais criativas e originais.

Nos Estados Unidos, a Maxis Global Benefits Network publicou uma sondagem em fevereiro relatando que as empresas que investiram mais na cultura positiva no local de trabalho tiveram uma receita 682% maior. A pesquisa levou em consideração um período de 11 anos e revelou que as empresas com sistemas tradicionais faturaram até 166% mais.

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A diferença não está apenas no lucro e nos números. Os empresários que apostam em modelos diferentes dizem que seus funcionários faltam menos ao trabalho e respeitam mais os prazos.

Outro fator que eles apontaram como vantajoso foi a retenção de talentos. Com mais flexibilidade foi possível oferecer aos trabalhadores mais vantagens que outras empresas. Assim, pode-se evitar perder um empregado no qual se fez um alto investimento, por exemplo.

Mais saúde mental

Atualmente ouve-se falar cada vez mais na Síndrome de Burnout. E não é à toa que o problema do esgotamento mental afete as pessoas que trabalham em determinadas áreas ou sistemas. A pressão para cumprir prazos, acompanhar reuniões e entregar produtividade tem feito com que muitas pessoas extrapolem as horas extras, mesmo quando não há necessidade disso.

O Burnout é muito mais recorrente em empresas onde o trabalho é praticado na sua forma tradicional, cumprindo as 44h semanais e insistindo no modelo em que o indivíduo passa muitas horas sentado ou em pé fazendo as mesmas atividades repetitivas. Em empresas da área de marketing e comunicação, o modelo que se tem utilizado para fugir à regra é o de trabalho remoto.

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Consentir que os funcionários trabalhem de casa e compareçam na empresa apenas quando extremamente necessário ajuda a reduzir o estresse e permite que as pessoas sejam mais produtivas. De casa, o trabalhador pode se concentrar melhor em cumprir suas tarefas, afinal, quanto antes terminar, mais tempo tem para curtir o resto do dia.

Os números mostram que quem pode trabalhar assim acaba por praticar mais atividade física e socializar mais, aumentando a própria expectativa de vida.

Já em outras áreas como no setor da saúde e da alimentação, o modelo por turnos mais curtos tem dado mais possibilidade para que os funcionários descansem mais. Há muitas funções que exigem mais atenção, e o sono e o cansaço podem ser um fator de desgaste.

Melhorar o ambiente em que os funcionários trabalham, oferecendo zonas de lazer, mais pausas e atividades lúdicas também fez com que empresas conseguissem gerir melhor seus funcionários. A tendência agora é focar no bem-estar das pessoas a fim de obter mais lucro e contemplar mais talentos a longo prazo.

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Fonte: https://saudelab.com/

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