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Os perigos da internet: nem tudo o que está na rede mundial é bom

Ter acesso à rede mundial de computadores é muito legal, mas é preciso ter cuidado
Os perigos da internet
Crédito da foto: Pixabay

Na internet, tem muita coisa legal, como jogos, vídeos, clipes de música, filmes, mas é preciso ter cuidado porque nem tudo o que está na rede mundial de computadores é bom.

Você já deve ter ouvido falar da Momo, da Baleia Azul e de SimSimi. Disseram que a Momo estava assustando crianças porque aparecia em vídeos do PlayKids, mas depois foi comprovado que não é verdade. Era um boato espalhado pelo WhatsApp.

Sobre SimSimi, trata-se de um aplicativo para pessoas a partir de 16 anos — e que os pequenos acabaram indevidamente tendo contato. No conteúdo, há palavrões e ameaças, nada apropriado para pessoas saudáveis, muito menos para crianças. Já a Baleia Azul é um jogo de desafio voltado a adolescentes, que inclui coisas como matar. Horrível, não é? O importante é saber que nada nem ninguém pode obrigar você a fazer coisas ruins. E, se algum dia isso acontecer, corra contar para alguém de sua confiança, pois essa pessoa poderá te ajudar.

Essas e outras orientações foram dadas durante uma palestra ministrada em Sorocaba, no dia 21 de maio, pela policial federal Fernanda Favaretto de Balas, dentro do projeto “A marca na rosa”. O evento, realizado no auditório Pedro Salomão José, foi promovido pela Secretaria da Cidadania e Participação Popular (Secid).

Crianças estão bem informadas

A palestra foi acompanhada por pais, educadores e também algumas crianças, entre elas Yasmin Vitória Soares Felipe, 10 anos. Yasmin disse que sabia sobre a Momo porque tinha visto a imagem na internet, ao assistir a um vídeo do youtuber Felipe Neto [que esclarece sobre o tema, deixando as crianças mais aliviadas]. “Ele postou dizendo que é mentira, um mito que estava na internet”, afirma a menina.

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Yasmin sabe que é preciso ter cuidado. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Na verdade, a Momo é uma escultura criada pelo artista japonês Keisuke Aiso. Depois que ele ficou sabendo que inventaram essa história usando sua obra, ele ficou muito triste e a destruiu. O nome da estátua é Mother Bird (mãe pássaro).

Yasmin tem celular e usa aplicativos de redes sociais como WhatsApp, Messenger, Instagram e Facebook. Ela também acessa vídeos e jogos, mas disse que os pais acompanham tudo o que faz. Questionada se já viu algo que a assustou, ela afirma: “Nunca apareceu nada dessas coisas estranhas para mim, mas é importante ter cuidado.”

Ao assistir à palestra, Yasmin aprendeu que, se algo de ruim acontecer, tem de pedir ajuda. “Não adianta ter vergonha ou medo. Se eu souber de algo errado, denunciarei para o Safernet.” Trata-se de um site especializado em crimes virtuais.

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Sarah se assustou com a Momo. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Sua irmã, Sarah Ibiapina, 6 anos, também usa bastante a internet, que acessa de seu próprio celular. Ela tem WhatsApp e costuma entrar no YouTube e em sites de jogos. Ao ver a Momo na palestra, sua primeira reação foi achar a figura muito assustadora. “Fiquei com medo”, contou. Mas depois ela soube que era tudo mentira.

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Geovanna usa o celular para jogar e ver vídeos. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Geovanna Santos Cabral, 7 anos, também ficou com medo. “A Momo é maldosa, fala coisas para as crianças fazerem e se não fizer isso ela aparece pra gente, mas é mentira. É só para a criança dormir pensando”, diz. Geovanna contou que tem tablet, mas está quebrado, então tem usado o celular de sua mãe, para brincar com joguinhos, assistir a desenhos e vídeos no YouTube.

Outro tema falado na palestra foi sobre o SimSimi, que deixou a Giovanna Lima Garcia, de 8 anos, impressionada, assim como as outras crianças. Todas disseram que nunca tinham ouvido falar dele. “Fiquei com medo”, confessa. Sobre a Momo, Giovanna já sabia porque sua mãe mostrou e conversou com ela a respeito. “Minha mãe disse que não era mais para ver vídeos no YouTube porque ela poderia aparecer e eu fiquei preocupada.”

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Giovanna diz que agora está alerta. Crédito da foto: Arquivo Pessoal

Giovanna tem WhatsApp no seu celular e também costuma acessar o YouTube Kids. Em algumas ocasiões, estava acessando o YouTube normal. “Mas minha mãe descobriu e proibiu.” Por ter feito sem autorização, há três meses, ela está sem celular. Nesse período, tem aprendido bastante coisa sobre a internet e considera importante ter ido à palestra. “Porque fiquei alerta!” (Daniela Jacinto)

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Dicas para se proteger

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A policial Fernanda fez uma palestra sobre esse assunto em Sorocaba. Crédito da foto: Fábio Rogério

A policial federal Fernanda Favaretto de Balas afirma que menos de 1% dos casos de crimes da internet chegam às autoridades. Por isso, deu algumas orientações, caso você ou algum amigo tenha problemas. É importante saber que:

* Tudo o que está na internet tem um autor, não existe anonimato, portanto é possível identificá-lo;

* Se você passar por uma situação difícil, como bullying virtual, ameaças, exposição indevida de fotos, tire cópias da tela e guarde como prova para apresentar para a polícia;

* Não fique com medo sozinho. Conte para um adulto de sua confiança sobre o que está acontecendo e peça ajuda;

* É importante saber como se proteger. O site Safernet tem muitas informações a respeito. Vale a pena você e sua família conhecerem;

* Não importa se não aconteceu com você, quando souber de um crime na internet, é seu direito e dever denunciar;

* Se você tem algum amigo que está vivenciando uma situação assim, acolha, esteja próximo, ajude no que for possível, mostre seu apoio e diga que está presente para o que der e vier;

* Os casos de crime na internet podem ser denunciados da seguinte forma: por telefone, para isso basta discar o número 100 (por meio desse contato podem ser feitas denúncias anônimas), ou por meio dos sites www.denuncie.org.br e www.safernet.org.br.

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