Cruzeirinho

Coluna ‘Eu já li’: a arte de imaginar coisas fantásticas

Vanessa Marconato Negrão fala sobre o livro “Bárbaro”, de Renato Moriconi
A arte de imaginar coisas fantásticas
Crédito da foto: Reprodução

Que ninguém duvide da capacidade de imaginar coisas fantásticas que as crianças têm. Sou testemunha, todos os dias. Quando levo meus alunos ao parque, vejo o túnel de concreto se transformar numa canoa comprida, com muitos passageiros, que levantam os pés a cada tubarão que passa. Os gritos são tão altos que às vezes até eu resolvo subir no túnel pra ver se reconheço os tubarões olhando mais de cima.

“Bárbaro”, de Renato Moriconi, diz muito sobre essa realidade paralela fantástica exclusiva das crianças. E diz sem precisar de nenhuma palavra.

Um herói munido de escudo e espada enfrenta gárgulas, gigantes de um olho só, plantas carnívoras e até uma mistura de leão com escorpião (as crianças chamaram de “leopião”). Uma maratona de coragem: nenhum monstro é assustador o suficiente, nenhum abismo lhe causa espanto. Até que… Até que alguém aparece pra acabar com a aventura. E quem será esse alguém? Quem seria mais poderoso que o mais destemido dos heróis? Quem ousa interromper sua jornada de conquistas? Um gigante ainda mais gigante que os que ele derrotou? Um monstro pavoroso feito da mistura de todos os monstros pavorosos? Pra acreditar você precisará ver com seus próprios olhos.

A arte de imaginar coisas fantásticas
Crédito da foto: Reprodução

“Bárbaro” é publicado pela Companhia das Letrinhas e recebeu o selo Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Renato Moriconi me disse que esse é um livro cheio de perguntas e pensamentos para as crianças, que podem interpretá-lo e construírem novas ideias a partir de suas ilustrações. Aproveitou para mandar um beijo para os meus alunos e para as crianças que lêem essa coluna. Eu reforço o beijo — e digo que vocês, crianças, são bárbaros também.

Vanessa Marconato Negrão é professora e apaixonada por literatura infantil

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