Beija-flor-de-banda-branca
Nome popular:
Beija-flor-de-banda-branca
Nome científico: Chrysuronia
versicolor (Vieillot, 1818)
Olá, aventureiro da natureza! Você já reparou como um beija-flor pode mudar de cor quando a luz reflete em suas penas? O beija-flor-de-banda-branca é um ótimo exemplo disso! Chamamos essa coloração de iridescência. Essa espécie combina tons de verde com áreas brancas e pode apresentar reflexos azulados ou turquesa. Vamos conhecer melhor esse pequeno acrobata das flores?
Observe a foto! A plumagem do beija-flor-de-banda-branca apresenta bastante variação. De modo geral, possui as partes superiores em tons de verde ou verde-bronze, enquanto o centro do peito e da barriga apresenta bastante branco. Dependendo da região, a cabeça e a garganta podem mostrar diferentes quantidades de verde brilhante, azul ou turquesa. O bico possui a parte superior escura e a mandíbula avermelhada ou alaranjada, com a ponta escura. Também podem ser observadas pequenas manchas brancas atrás dos olhos. A cauda é uma característica importante para sua identificação: apresenta tons de verde-bronze ou acinzentados, com uma faixa escura próxima à extremidade e pontas mais claras. Machos e fêmeas são semelhantes em vários aspectos, embora existam algumas diferenças na cauda. Mede de 8 a 10 centímetros de comprimento.
Pode ser encontrado em bordas de florestas úmidas, matas de galeria, matas secas, capoeiras, cerrado, áreas com arbustos, manguezais, bordas de matas de várzea e ilhas fluviais. Também consegue viver próximo das pessoas, aparecendo em fazendas, parques, jardins e outras áreas suburbanas ou urbanas arborizadas.
Seu alimento mais conhecido é o néctar das flores, mas pequenos artrópodes também fazem parte de sua dieta. A espécie visita uma grande variedade de plantas floridas, incluindo bromélias, cactáceas e outras plantas nativas, além de árvores e arbustos encontrados em áreas urbanas e pomares. Vários indivíduos podem se reunir na copa de uma grande árvore quando há muitas flores disponíveis. Os pequenos artrópodes podem ser retirados diretamente das folhas ou capturados durante o voo.
O ninho é uma pequena e delicada taça, geralmente colocada sobre um galho horizontal. É construído, principalmente, com penugens e materiais macios de origem vegetal, incluindo aqueles provenientes de diferentes plantas. Tudo é preso com teias de aranha, que ajudam a manter a estrutura unida. Na parte externa, pequenos pedaços de líquens podem ser utilizados como decoração e ajudam a deixar o ninho menos evidente na vegetação. Normalmente ele fica entre um e seis metros acima do solo, embora ocasionalmente possa ser construído a até dez metros de altura. A fêmea coloca dois ovos. A incubação dura aproximadamente 14 dias, que é realizada exclusivamente pela fêmea. Depois de nascerem, os filhotes permanecem no ninho de 20 a 26 dias.
Faça sua parte: Como essa espécie utiliza áreas com vegetação, conservar esses ambientes ajuda a manter locais onde ela pode encontrar alimento e se reproduzir. Nas cidades, podemos contribuir mantendo áreas arborizadas e plantas que produzam flores, pois o néctar é uma parte importante de sua alimentação. Preservar fragmentos de vegetação e as matas próximas aos cursos d'água também favorece os ambientes utilizados pela espécie. Quanto maior a variedade de plantas e flores disponíveis, mais oportunidades esse pequeno visitante terá para encontrar alimento e continuar colorindo nossos jardins com seus rápidos voos.
Fonte: Coaves Kids e Secretaria do Meio Ambiente, Proteção e Bem-Estar Animal de Sorocaba (Sema)
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