O melhor de ser criança

Em comemoração ao Dia das Crianças, pequenos entrevistados contam suas brincadeiras preferidas, as atividades de que mais gostam, os lugares que sonham conhecer e o que desejam ser quando crescer

Por Gabrielle Camargo Pustiglione

Luiza

Tem boneca, dança, banho de chuva, viagens, jogos e muitos sonhos. Em comemoração ao Dia das Crianças, pequenos entrevistados contam o que faz a infância ser tão especial.

Imagine um mundo em que uma caixa de papelão pode virar uma casa, uma vassoura pode virar um cavalo e uma tarde de chuva pode ser o momento perfeito para se divertir.

Para Luiza Guimarães Dallacqua, de 8 anos, a receita é simples. "Ser criança é brincar, é viver", resume.

E diversão é o que não falta na rotina dela. Luiza gosta de boneca, bola, corda e elástico. Também dança, nada, faz ginástica e na escola adora matemática. Entre tantas atividades, ainda encontra tempo para inventar suas próprias aventuras. Uma delas foi construir uma casa de patrulha.

Catarina Garcia Ribeiro Gonçalves, 9 anos, também gosta de transformar ideias em diversão. Ela adora recortar, colar e criar coisas novas. Entre uma criação e outra, aproveita para brincar de pega-pega e esconde-esconde com as amigas.

Já Mila Mereu de Faria, 8 anos, tem uma lista variada de preferências: jogos, desenhos, pulseiras e dança. Ela pratica jazz, street, sapateado e balé, entre outras modalidades. Quando chega a hora de passear, gosta de viajar, visitar a avó e, claro, comer as comidas gostosas que só a vovó faz.

Lara Camargo Pustiglione, 8 anos, também sabe aproveitar os momentos especiais. Gosta de dançar, tomar sorvete, comer macarrão, viajar e estar com as amigas. Para ela, uma das melhores coisas da infância é poder se divertir sem precisar se preocupar com os problemas dos adultos.

E tem quem ainda seja bem pequeno, mas já saiba exatamente o que deixa o coração feliz.

Aos 3 anos, Rafael Ferranti Garcia gosta de brincar com carrinhos na areia, andar de bicicleta, brincar de soldado e tomar banho de chuva. Ganhar um brinquedo novo também é motivo de alegria, mas nada parece superar uma boa diversão com o avô.

Aos 5 anos, Gael Comitre também mostra que, na infância, diversão pode ser uma coisa bem simples: correr, jogar futebol e brincar com os amigos. Quando perguntado sobre suas brincadeiras favoritas, ele responde rapidamente: "Polícia, ladrão, jogar futebol" e "pega-pega".

Se pudesse passar um dia inteiro sem nenhuma tela, Gael também saberia como ocupar o tempo. Entre uma soneca e outra, escolheria jogar futebol e até improvisar uma brincadeira de goleiro usando o colchão.

Para ele, uma das melhores partes de ser criança é justamente poder correr e "jogar futebol sem os grandões".

E, quando o assunto é o que os adultos deveriam voltar a fazer depois que crescem, Gael tem uma resposta simples, mas cheia de significado: "Brincar com os filhos".

Pequenas coisas, grandes descobertas

Além da diversão, a infância também é cheia de descobertas.

Na escola, Luiza já tem sua matéria preferida: matemática. Catarina e Lara encontraram na dança uma atividade que adoram. Mila também passa bastante tempo dançando e criando. Cada uma vai descobrindo, aos poucos, aquilo que combina com seu jeito.

Sonhos e inspirações

Luiza quer ser professora, inspirada pela mãe. Mila pretende ser veterinária porque não gosta de ver animais machucados. Lara sonha em ser bailarina. Catarina pensa em cuidar dos filhos quando crescer. E há também sonhos que começam com uma viagem. Luiza gostaria de conhecer os Estados Unidos.

Gael, por enquanto, parece menos preocupado com o futuro e mais interessado em aproveitar o presente. Se pudesse ser criança para sempre, ele já sabe o que faria: ficaria "dormindo, jogando Tic-Tac-Toe, brincando de pega-pega, correndo, fugindo dos meus amigos".

É a imaginação que transforma momentos simples em grandes aventuras. Uma brincadeira pode nascer de um colchão, uma corrida pode virar uma competição e uma tarde com os amigos pode render histórias que ficam na memória.

Uma mensagem para todos

Nem todo mundo tem os mesmos brinquedos, faz as mesmas atividades ou pode viajar para os mesmos lugares. Mas a infância pode ser cheia de descobertas de muitas maneiras.

É isso que Catarina lembra: cada um pode aproveitar a infância do seu próprio jeito, com leveza e carinho.

Luiza resume sua mensagem em poucas palavras: "Ser criança é feliz".

Gael, por sua vez, lembra que, mesmo depois de crescer, os adultos não deveriam deixar a brincadeira para trás.

E talvez seja exatamente isso que o Dia das Crianças nos ensina: não existe um manual para aproveitar a infância. Pode ser dançando, desenhando, correndo, inventando, estudando, fazendo amigos, tomando sorvete, jogando futebol ou simplesmente passando uma tarde ao lado de quem a gente gosta.

Porque ser criança também é isso: encontrar alegria nas coisas simples, descobrir o mundo com curiosidade e ter liberdade para imaginar.

Feliz Dia das Crianças!