Primos que viram melhores amigos
Brincadeiras, viagens e momentos juntos fazem da família um lugar para construir amizades duradouras
Gabriel Cacciacarro Soares - Programa de estágio
Quem disse que os melhores amigos precisam estar apenas na escola? Para muitas crianças, a amizade também pode crescer dentro da própria família. Primos da mesma idade costumam dividir brincadeiras, viagens, passeios e muitas histórias que ficam guardadas na memória.
A convivência entre primos pode acontecer de diferentes maneiras. Alguns se encontram apenas em festas e reuniões de família, enquanto outros fazem parte da rotina uns dos outros e estão presentes nos momentos de diversão, nas férias e até nas pequenas aventuras do dia a dia. Quando a diferença de idade é pequena, a proximidade pode ser ainda maior, criando uma amizade que vai além dos laços familiares.
Para Sofia Azevedo Ribeiro, de 9 anos, os primos são mais do que familiares. Eles são grandes amigos e estão presentes em vários momentos da sua rotina. "Minha relação é muito boa com meus primos, eles são muito legais, eu adoro brincar com eles, eles são meus melhores amigos", conta.
Sofia explica que os encontros ocorrem praticamente toda semana, seja na casa de um deles ou na casa dos avós. Quando estão juntos, as opções para se divertir não faltam: tem futebol, desenho, pintura e passeios ao parque.
"A gente costuma se ver toda semana. A gente adora brincar de futebol, de desenhar, de pintar, etc. Gostamos de ir no parque juntos", diz.
E, como acontece em qualquer amizade, às vezes também surgem pequenas discussões. Mas nada que dure muito tempo. "Quando a gente briga, a gente faz as pazes muito rápido e não é muitas vezes que a gente briga", afirma.
Aventuras que viram lembranças
Os primos também podem ser parceiros em grandes aventuras. Miguel Siqueira, de 8 anos, conta que gosta de brincar com as primas na fazenda de seus avós. Entre as atividades favoritas estão jogar futebol, brincar com as cachorras, procurar ovos no galinheiro e até fazer sessões de cinema.
"Quando estamos juntos, a gente brinca de futebol, lá no fundo da fazendinha, no galinheiro, vendo se as galinhas botaram ovos. Também brincamos com as cachorras e fazemos momentos de cinema, onde assistimos filmes juntos e dormimos na casa da vovó", conta.
Até as pequenas brigas fazem parte da convivência. Miguel explica que, algumas vezes, eles discordam sobre qual brincadeira fazer. Mas o problema costuma ser resolvido rapidamente.
"Às vezes a gente briga por causa de uma brincadeira, porque um quer brincar e o outro não, mas a gente resolve, pede desculpas e ficamos bem", relata.
Entre tantas histórias, uma delas ficou especialmente guardada na memória de Miguel. Ele lembra de uma brincadeira com as primas Clara e Sarah e sua cachorra Aspirina, uma golden retriever.
"Um dia eu, a Clara e a Sarah chegamos e entregamos um novo brinquedo para a Aspirina. Jogamos para ela buscar, e depois que ela buscou, ficou deitada lá com os brinquedos e não queria mais devolver para a gente", lembra, entre risadas.
Brincadeira que vira história
Para Theo Henry Ferreira Gomes, de 7 anos, Fábio Miguel Ferreira Lima, de 7 anos, e Helena Maria Ferreira, de 5 anos, a convivência com os primos também está cheia de momentos divertidos. Os três contam que têm uma relação boa e amigável e gostam muito de brincar juntos. Como moram próximos e participam dos mesmos encontros familiares, a companhia acontece durante fins de semana, férias, feriados e reuniões da família.
É claro que, de vez em quando, aparecem algumas brigas. Fábio conta que eles discutem por "coisas bestas". Helena, porém, lembra que o importante é resolver o problema: depois da discussão, eles pedem desculpas e voltam a brincar.
Uma das brincadeiras que ficou marcada aconteceu quando os três resolveram descer uma escada usando um colchão. A diversão foi grande, mas a ideia não agradou muito à avó.
Mesmo assim, a aventura virou uma daquelas histórias que continuam sendo lembradas pela família.
Muito mais que primos
Ter um primo da mesma idade também pode ser muito especial. Na escola, novas amizades aparecem ao longo dos anos. Entre os primos, porém, existe um vínculo que continua mesmo quando as brincadeiras mudam.
Para Theo, Fábio e Helena, essa é uma das principais diferenças. Para eles, amizades da escola podem acabar por pequenas discussões, enquanto a relação entre primos permanece. Sofia também vê essa proximidade de uma maneira especial. Para ela, além das brincadeiras, existe o carinho que vem da própria família.
"Com os primos, além de termos laços afetivos de família, também passamos mais tempo juntos, muitas vezes durante a semana e também nos finais de semana", afirma.
No fim das contas, ser primo é ter alguém para acompanhar diferentes fases da vida: das brincadeiras no quintal às conversas da adolescência e às histórias contadas muitos anos depois. O tempo pode mudar as brincadeiras e fazer cada um seguir seu próprio caminho, mas as lembranças da infância permanecem. Afinal, os primos podem começar dividindo brinquedos, mas acabam dividindo também uma parte da própria história.