O melhor superpoder de um pai
Filhos contam por que seus pais são verdadeiros heróis e revelam que o maior superpoder deles é estar presente
Existem pais que aceleram nas pistas, outros que encantam nos palcos e até aqueles que passam o dia criando soluções no computador. Mas todos eles têm um superpoder em comum: fazer os filhos se sentirem amados.
Nesta edição especial de Dia dos Pais, o Cruzeirinho resolveu inverter os papéis. Em vez de entrevistar os pais, conversou com os filhos. A missão era descobrir como eles enxergam seus maiores heróis. As respostas mostraram que, muito mais do que profissão ou talento, o que marca a infância são os momentos vividos juntos.
O pai que ensina a levantar
Para João Lucca Cardeli, de 11 anos, crescer ao lado de um piloto de motocross significa aprender lições que vão muito além das pistas. Filho caçula de João Vitor Cardeli e irmão da Clara e Alice, ele diz que o pai é também seu maior professor.
As primeiras voltas sobre duas rodas aconteceram quando ele ainda era bem pequeno, em uma pista improvisada no sítio do avô. A motocicleta nem motor tinha. Era apenas uma forma divertida de despertar a paixão do filho pelo esporte.
Hoje, pai e filho treinam juntos quase todos os sábados. Depois dos treinos, aproveitam para conversar, comer juntos e passar mais tempo em família.
Entre os ensinamentos mais importantes, João Lucca destaca a organização e a perseverança.
"Meu pai sempre fala que, quando eu caio, eu mesmo preciso levantar."
Ele também admira a dedicação do pai como piloto.
"Ele nunca desiste. Treina todos os dias para ser melhor e, quando perde, fala que vai treinar mais."
Mas a maior qualidade de João Vitor, segundo o filho, aparece longe das competições.
"Ele sempre está junto de mim e da minha família. Sei que sempre vou poder contar com ele."
A música que une a família
Na casa da família Macedo, a música faz parte da rotina e também fortalece a amizade entre pai e filhos.
Pedro, de 12 anos, e Davi, de 10, dividem o palco com o pai, Bruno Macedo. Ensaios, apresentações e muitas risadas fazem parte dessa parceria.
Os irmãos lembram com carinho da primeira música que tocaram juntos: Wonderwall. Hoje, o repertório preferido mudou, e as canções mais animadas, como as dos Mamonas Assassinas, são as favoritas da família.
Para Pedro, tocar ao lado do pai é muito mais do que fazer música.
"Eu me sinto superconfortável. Parece que tudo o que meu pai quer é que a gente se divirta junto com ele."
Nem sempre os ensaios são perfeitos, e isso também rende boas histórias. Pedro brinca que costuma esquecer a letra das músicas, enquanto o pai erra algumas notas.
"Mas... eu erro mais", admite, dando risada.
Davi também guarda com carinho as lembranças das apresentações e diz que a primeira foi inesquecível.
"Eu estava pensando em como ia ser. Quando cheguei lá, foi muito, muito legal."
Além da música, a família gosta de jogar futebol, videogame, brincar e assistir a filmes juntos. Para os irmãos, esses momentos são tão importantes quanto subir ao palco.
Pedro conta que aprendeu com o pai a não deixar tudo para depois e que muitas coisas ficam melhores quando são feitas em equipe.
"Nem tudo é legal sozinho. Se fosse, a banda ia se chamar Pedro ou Davi", brinca.
Ao falar sobre o pai, os dois destacam que Bruno está sempre incentivando, protegendo e ensinando coisas novas.
Se tivessem que apresentá-lo para uma plateia inteira, a resposta seria simples: um pai apaixonado por música, divertido, parceiro e que faz de tudo para ver os filhos felizes.
O pai que sempre encontra tempo
O engenheiro de tecnologia Bruno Machado do Amaral trabalha como gerente de engenharia de dados e tem uma rotina cheia de desafios. Em alguns dias da semana, trabalha em casa; em outros, precisa viajar a São Paulo e, de vez em quando, até para os Estados Unidos.
Mesmo assim, para Leonardo Rodrigo, de 6 anos, o que realmente importa é o momento em que o pai fecha o computador para brincar com ele.
Os dois gostam de jogar videogame, brincar de bola e aproveitar o campinho. Léo também lembra que o pai sempre o ajuda quando precisa aprender algo novo, como escrever palavras durante o processo de alfabetização.
Quando perguntamos como era seu pai, a resposta veio acompanhada de um sorriso.
"Ele é bravo... quer dizer... ele é engraçado. Acho que ele é os dois."
Na hora de dizer o que o pai faz melhor, Léo respondeu sem hesitar:
"Trabalhar, jogar videogame e ajudar."
Já o pequeno Guilherme, de apenas 2 anos, mostrou que não precisa de muitas palavras para explicar o tamanho do carinho que sente pelo pai. Ele contou que adora brincar de bola com o papai, passear com ele na praia e ir à igreja em família.
Quando perguntado por que ama o pai, a resposta foi simples e sincera.
"Porque eu amo o papai."
E, ao imaginar qual super-herói Bruno seria, Gui escolheu um personagem que conhece bem: "O Detetive Labrador!"
O maior presente
Cada um desses pais vive uma realidade diferente. Um acelera nas pistas, outro leva alegria por meio da música e o terceiro trabalha com tecnologia. Mas, para seus filhos, o que realmente importa não é a profissão.
O que faz deles verdadeiros heróis é ensinar, incentivar, brincar, proteger e estar presente, transformando momentos simples em lembranças que ficam para sempre.
Neste Dia dos Pais, o Cruzeirinho deixa um convite: aproveite para dar um abraço bem apertado no seu pai, fazer um desenho, escrever uma cartinha ou dizer o quanto ele é importante. Porque, no fim das contas, o melhor presente é o amor que vocês compartilham todos os dias.