Mães transformam a rotina em superpoder no olhar dos filhos
Crianças revelam como o cotidiano das mães se transforma em feitos dignos de super-heroínas
Qual é o seu superpoder? Voar? Teletransportar? Visão a laser? Ou você prefere um objeto mágico, um escudo, uma capa, um laço da verdade? Não importa a escolha: todos eles são menores do que o de uma mãe — gerar e cuidar de novas vidas. Tem gente que acha que superpoder é coisa de filme, mas há poderes que aparecem em todo lugar: dentro de casa, na cozinha, no abraço antes de dormir.
Qual é o seu superpoder favorito? Um laço da verdade como o da Mulher-Maravilha? A coragem espacial da Capitã Marvel? A força e a confiança de Shuri, com sua inteligência brilhante? Ou, quem sabe, a agilidade e o talento da Viúva Negra, sempre pronta para qualquer missão? Tem também quem admire a determinação de Supergirl ou a conexão com a natureza de Yara Flor.
Ao olhar de uma criança, a mamãe sempre vai ser uma heroína. Leonardo, de 4 anos, e Guilherme, de 2, têm certeza de que a mamãe, Paula, faz parte da Liga da Justiça ou dos Vingadores. “A mamãe faz bolo de chocolate, feijão e macarrão”, contam. Na cozinha de Paula, panelas viram instrumentos mágicos e receitas simples se transformam em verdadeiras missões deliciosas. É a Torre de Vigilância dentro de casa, onde qualquer prato pode salvar o dia.
Já na casa de Mariane Delariva, os poderes começam logo cedo. Antes mesmo de o sol acordar direito, já tem café da manhã pronto. Mallu, de 8 anos, e Madah, de 3, não têm dúvidas: “Eu gosto quando ela faz café da manhã para a gente”. E esse momento, que poderia ser só uma refeição, vira quase um ritual especial, como se fosse o começo de uma grande aventura.
Mas esse é só um dos talentos. Como toda boa heroína, Mariane acumula habilidades. Ela também domina o “poder do conhecimento”, ajudando nas lições de casa com paciência e criatividade. Quando aparece uma conta difícil ou uma palavra complicada, ela entra em ação. Para Mallu, é como ter em casa uma mistura de Batman, com seus planos inteligentes, e Senhor Fantástico, com sua mente brilhante, sempre pronta para encontrar soluções.
E tem mais: mães também têm o poder do tempo. Elas conseguem fazer mil coisas ao mesmo tempo. Preparam comida, ajudam na tarefa, organizam a casa e ainda encontram um tempinho para ouvir, brincar e cuidar. É quase como se conseguissem se multiplicar — um segredo que nem os maiores heróis conseguiram explicar até hoje.
E nem toda força precisa ser barulhenta. Algumas são suaves, mas igualmente poderosas. Gabriella, de 8 anos, Samuel, de 6, e a pequena Sabrina, de apenas um aninho, conhecem bem esse tipo de magia. Eles contam que a mãe Priscilla Gonçalves Pinheiro brinca, joga cartas e ainda prepara “o melhor estrogonofe do mundo”. Mas, para eles, o maior poder dela é outro: o carinho.
Na descrição dos filhos, ela é “a flor mais linda do jardim”, lembrando heroínas como Yara Flor, a amazona brasileira, que mostram que coragem também pode crescer junto com a delicadeza.
No fim das contas, talvez as mães não usem capas, não tenham um quartel-general cheio de tecnologia e não apareçam nas histórias em quadrinhos. Mas quem presta atenção percebe: elas estão por toda parte, resolvendo problemas, criando momentos felizes e transformando o simples em algo extraordinário.
Elas são rápidas quando alguém precisa, fortes quando a vida aperta, inteligentes quando surge um problema e, principalmente, cheias de um poder que nenhum super-herói consegue copiar: o amor.
E, se você olhar bem de perto, como um verdadeiro investigador de histórias, pode ser que descubra um segredo importante.
A maior heroína da sua vida não está voando no céu. Ela está bem aí, do seu lado. E talvez seja por isso que, quando as crianças olham para suas mães, não veem apenas alguém que cuida da casa ou organiza a rotina. Veem uma personagem principal de uma história que nunca termina — sempre em movimento, sempre salvando o dia, sempre voltando para o começo de tudo: o amor que mantém esse universo inteiro funcionando.