Oficinas transformam momentos em descobertas para crianças

Atividades lúdicas incentivam criatividade, movimento e convivência em família, longe das telas

Por Thaís Verderamis

Em meio a tantos estímulos, o dia fica marcado por memórias de momentos divertidos e aventuras

Em meio à rotina, à escola e aos afazeres, uma oficina diferente pode ser como portas de Nárnia! Ao entrar, um mundo novo pode se apresentar: novos hobbies, novos esportes, novos amigos, novas experiências. O fim de semana fica mais divertido, além de ser um momento especial em família.

O Sesc Sorocaba oferece diversas oficinas e atividades voltadas para crianças aos fins de semana, quando os pais podem aproveitar para acompanhar os filhos. No sábado (18), duas oficinas reuniram muitos pequenos no período da manhã: a de brotos comestíveis e a de tecido acrobático e circuito circense.

A primeira proposta ofereceu às crianças a oportunidade de pintar vasos com rostos e plantar brotos comestíveis, para que pudessem entender como funciona o processo de plantar, cultivar, ver crescer e depois consumir. Tudo isso incentivando uma alimentação mais saudável.

Durante a atividade, havia bochechas, narizes e mãozinhas pintadas — até os pais colocaram as mãos na tinta e na terra. A empresária Mayara Muraro levou as filhas Helena e Maria Alice Muraro, de 2 e 4 anos. “É importante tanto para o conhecimento de outras atividades e materiais que talvez não tenhamos em casa tão acessíveis. E também para termos um tempo de qualidade com eles e construir memórias”, conta.

As pequenas, uma de cada lado da mãe, pintavam felizes seus vasinhos. Maria Alice contou que foi a primeira vez que pintou um vaso. “Legal! Estou pintando uma mocinha, vou pôr terra e plantar.” Ela disse ainda que os alimentos saudáveis de que mais gosta são pepino e tomate.

Na mesa ao lado, a psicoterapeuta familiar e avó Márcia Medina Feldmann estava com os netinhos. “Nós frequentamos esse espaço há 50 anos e eu sempre priorizo isso para as crianças. É um jeito de levá-las para a vida, com várias atividades para experimentar”, conta.

Segundo ela, as oficinas também são uma forma de interação. “Eles são em quatro e acabam se fechando entre eles, têm dificuldade de ir na atividade e interagir. Então eu levo, entro junto, e eles acabam se interessando”, explica.

Stella Feldmann, de 8 anos, achou a experiência diferente. “Eu fiz um rosto e, quando a planta crescer, vai parecer o cabelo do vaso”, conta.

Como toda experiência, é possível gostar ou não. O pequeno Rolf Feldmann, de 6 anos, não gostou muito de pintar o vaso. “Eu prefiro desenhar no papel”, contou.

Em outra porta, o circo

Em outro espaço, uma nova porta se abre! Na quadra poliesportiva, foi montada uma série de estações, cada uma explorando uma atividade circense: tecido acrobático, poses acrobáticas, equilíbrio de pratos, bambolê — diversos desafios que desenvolvem a coordenação motora das crianças, além de incentivar a experimentação e hábitos saudáveis, tudo com muita diversão.

João Miguel Ramalho, de 10 anos, estava concentrado tentando aprender a equilibrar pratos em uma vareta de madeira. “Ainda não aprendi, nunca tinha visto, é a primeira vez. Eu achei difícil”, conta. Mesmo com a dificuldade, insistia em aprender. Segundo ele, as oficinas são divertidas, mas o mais importante é a presença do pai. “Eu gosto de passar tempo com o meu pai”, explica.

O projetista mecânico Henrique Ramalho já dominava a técnica e se divertia com o filho. Para ele, é importante que o filho seja criança e se afaste um pouco das telas. “É muito importante porque não só as crianças, mas também os adolescentes, estão muito voltados à tecnologia e acabam deixando as atividades físicas de lado. E também é um momento de interação entre pai e filho”, conta.

Em meio a tantos pais, mães, adolescentes e crianças, os pequenos também tinham vez. A pequena Eliza Cano Rezende, de 4 anos, estava acompanhada do pai, Julio Cesar Rezende. O corretor de seguros já dominava a técnica do equilíbrio de pratos, enquanto a filha corria livre e experimentava um pouco de cada atividade. O que mais chamou sua atenção foram as poses acrobáticas. “Tia, eu quero fazer esse”, apontava, empolgada.

Em meio a tantos estímulos, o dia fica marcado por memórias de momentos divertidos e aventuras vividas em um mundo à parte, no meio da cidade.