Ararinha-azul volta aos céus da caatinga

Por Cruzeiro do Sul

Ontem (11) seriam soltas as oito primeiras aves. Mais 12 serão soltas em dezembro.

O ano era 2000, o Brasil comemorava os 500 anos da chegada dos portugueses no País, ou, mais especificamente, no sul da costa da Bahia. Mais ao norte de onde as caravelas aportaram, no interior do mesmo estado, os brasileiros avistavam, pela última vez na natureza, uma ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) selvagem.

Descoberta em 1819, a espécie, que é da mesma família das araras e papagaios, sofreu um gradual processo de extinção na natureza, devido à destruição do ambiente e à captura para o comércio ilegal de animais silvestres. Esse processo, acompanhado pela imprensa, provocou comoção mundial e a ave acabou se tornando um dos símbolos da luta contra a destruição da fauna e a perda da biodiversidade, tendo sido, inclusive, retratada no longa de animação norte-americano Rio. Desde então, iniciou-se um projeto de reintrodução da espécie na natureza.

Dois anos atrás, 52 ararinhas-azul foram trazidas de volta para o País, a partir de um acordo com um criadouro alemão, e instaladas em um viveiro no município de Curaçá (BA), para sua ambientação. Agora, mais de 20 anos de ser declarada extinta na natureza, as ararinhas voltaram a voar pela caatinga brasileira. Ontem (11) seriam soltas as oito primeiras aves. Mais 12 serão soltas em dezembro. (Da Redação, com Agência Brasil)