Casa e Acabamento

Nova alternativas para a habitação

Facens apresenta sua Vila Sustentável, voltada ao estudo de soluções inovadoras para materiais, processos e tecnologias de construções
Nova alternativas para a habitação
A democratização do acesso à habitação pelos menos favorecidos é o foco dos estudos a serem desenvolvidos. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Um bairro com casas, ruas, necessidades e problemas comuns das cidades é o que simula a Vila Tecnológica Sustentável da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (Facens), lançada na última semana. Em escala reduzida, o espaço possibilita que alunos da instituição desenvolvam soluções sustentáveis e viáveis para as demandas de mobilidade urbana, materiais construtivos, consumo de água, energia pública e áreas verdes.

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O professor Hélio Dias Silva, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Facens. Crédito da foto: Erick Pinheiro

O lançamento ocorreu no dia 1º de outubro, em referência ao Dia Mundial do Habitat, instituído pela ONU em 1986 e comemorado toda primeira segunda-feira de outubro. A iniciativa foi dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil da Facens e, segundo o coordenador e professor Hélio Dias Silva, as atividades realizadas na instituição representaram o Brasil nesta data internacional. “Somos os únicos a realizar as palestras e também o lançamento da Vila Sustentável em todo o Brasil, mas eventos relacionados ao Dia Mundial do Habitat foram realizados nos cinco continentes”, contou.

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Crédito da foto: Erick Pinheiro

A Vila Sustentável conta, inicialmente, com duas casas, sendo uma de woodframe (madeira) e outra de contêiner. “Trata-se de um projeto em fase inicial, mas que já permite experiência prática, uma das grandes demandas do mercado de trabalho e das novas gerações”, diz Silva, entusiasmado com as possibilidades de aprendizado e de contribuição social.

Entre as inovações que poderão ser inseridas na Vila Sustentável, aponta o coordenador, estão soluções tecnológicas de baixo custo que visam a eficiência energética e economia de água (como o sistema de reúso que aproveita o que é utilizado no lavatório para alimentar a bacia sanitária), iluminação inteligente por meio de sensores, chuveiro capaz de relacionar a umidade do ar com a temperatura do chuveiro (reduzindo o consumo de energia), entre outras tecnologias.

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Uma das casas disponíveis na vila é feita de woodframe, material pouco utilizado no Brasil mas que apresenta muitas vantagens. Crédito da foto: Erick Pinheiro

A Vila Sustentável faz parte do projeto Smart Campus da Facens. No que se refere à urbanização, o projeto visa ao estudo de soluções inovadoras de materiais, processos e tecnologias de construções sustentáveis de baixo custo existentes no Brasil e no mundo, bem como suas adaptações necessárias para sua aplicação no País.

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Silva conta que são estudadas soluções para planejamento urbano; superestrutura; estudo da cidade e sua vocação; empreendimentos urbanos inteligentes e sustentáveis; soluções em incorporação e construção; processos construtivos e construções inteligentes; novas tecnologias em construção; materiais construtivos inovadores; ressignificação de espaços urbanos; soluções para gerenciamento de construções civis; e o desenvolvimento de casas e prédios inteligentes, focados sempre na democratização do acesso pelos menos favorecidos.

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A iluminação natural ampla e a elétrica “inteligente”, por meio de sensores, possibilita a economia de energia. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Durante o evento, o principal foco foram as habitações e políticas públicas que integram o assunto, como saúde, mobilidade e educação. “Não se pode pensar em moradia como é pensado ainda hoje, construindo enormes residenciais afastados, colocando a qualidade de vida em segundo plano. É preciso pensar em inserir”, afirma Silva.

Woodframe

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A segunda casa na Vila Sustentável é de contêiner, solução de amplas possibilidades. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Uma das casas instaladas na Vila Sustentável é toda feita em madeira, também conhecida como woodframe. Silva aponta que o uso dessa matéria construtiva é uma boa opção para quem quer integrar qualidade e baixo custo. “É o bom, bonito e barato, mas que ainda é pouco explorado no Brasil, mas muito popular na Europa e Estados Unidos”, aponta o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Facens.

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O reúso de água da pia para a bacia sanitária é uma das inovações apresentadas. Crédito da foto: Erick Pinheiro

O custo das construções em madeira, segundo o professor, chega a ser 30% mais baixo em comparação às construções convencionais, de alvenaria. E a qualidade do woodframe, destaca, é muito grande, com casas que podem durar mais de 500 anos. “Sem contar a infinidade de possibilidades arquitetônicas que a madeira permite”, lembra Silva. O material, explica, bem preparado, com isolamento térmico, também proporciona muito conforto em diferentes estações do ano, com temperaturas entre 22ºC e 25ºC. (Larissa Pessoa)

 

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