Casa e Acabamento

Conforto e qualidade no home office!

Para quem tem uma casa maior, vale investir em um espaço dedicado somente ao escritório
Conforto e qualidade no home office!
Crédito da foto: Projeto Cristiane Schiavoni – foto Carlos Piratininga

É cada vez mais crescente a prática do trabalho em casa – o home office – entre profissionais de todas as áreas. Mas não basta apenas colocar o notebook na mesa e começar a digitar; é importante criar um ambiente confortável, que ajude na concentração e facilite o empenho. Trabalhar em casa pode ser muito difícil, perder o foco pode acontecer.

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Pensando nisso, os arquitetos Renato Andrade, Erika Mello, do escritório Andrade & Mello Arquitetura, Cris Paola, do Studio Cris Paola, e Cristiane Schiavoni, do Cristiane Schiavoni Arquitetura e Interiores reuniram dicas e informações para criar um espaço adequado para o home office.

1. Espaço

Antes de tudo é importante levar em conta a frequência do trabalho em casa – um ambiente para trabalhar todos os dias; para ser usado pontualmente, uma ou duas vezes na semana, ou como um ponto de apoio para atividades esporádicas “Depois de entender a necessidade, é o momento de escolher o ambiente da casa para ser transformado no home office”, explica Erika Mello.

Para quem tem uma casa maior, vale investir em um espaço dedicado somente ao escritório, permitindo mais privacidade e a instalação de armários. No caso de apartamentos pequenos, o home office pode ser projetado na sala ou até mesmo no quarto. “Qualquer cantinho do apartamento pode se tornar um home office, já que instalar uma bancada de trabalho tornou-se muito comum”, explica Cris Paola.

2. Mobiliário e ergonomia

Pode ser que o morador precise espaço de armazenagem para documentos, livros e eletrônicos como notebook e impressora, o que influenciará nas dimensões do tamanho da bancada ou mesa. “Para apoiar tudo que for necessário, a bancada fixa na parede é a melhor opção, mas caso seja necessário usar uma mesa, recomendo encostá-la na parede”, lembra Cris Paola.

Conforto e qualidade no home office!
Mesmo espaços menores – como uma varanda – podem ser adaptados. Crédito da foto: Andrade & Mello – foto Luis Gomes

A ergonomia do trabalho estuda a relação do ser humano com o ambiente em que ele se encontra. “Para tempos mais longos diante do computador, a bancada deve ter altura e profundidade que permita apoiar o cotovelo para não forçar o ombro e a coluna, evitando problemas de saúde”, aponta Cristiane Schiavoni. A arquiteta sugere – 80 cm para as pernas é um tamanho ideal e, no quesito profundidade, 50 cm para notebook ou 60/70 cm para quem trabalha com desktop.

A cadeira deve ser confortável e ter um bom apoio para costas e braços. “A preferência é para as cadeiras giratórias com rodinhas, que garantem mais liberdade na movimentação‘, lembra Renato Andrade.

3. Iluminação

A iluminação é fundamental para o home office.Aposte em montar seu escritório próximo à janela, garantindo luminosidade e ventilação.Além dessa recomendação, a iluminação específica sobre a mesa, como arandelas de apoio, fitas de led em prateleiras, ou até mesmo um pendente sobre a mesa promovem o conforto visual. “Recomendamos sempre a luz branca morna, em torno de 3.000K, pois iluminará o suficiente para manter o aconchego que o ambiente pede”, diz Erika.

4. Personalização

Conforto e qualidade no home office!
Espaços maiores podem conjugar a biblioteca com o escritório. Crédito da foto: Projeto Cris Paola – foto Hamilton Penna

Passar horas em um ambiente pode se ornar prazeroso com a inserção de detalhes que remetam à personalidade do morador – a aplicação de um papel de parede, quadros e placas decorativas são ótimas possibilidades para serem exploradas. “Vale muito ter um espaço com sua cara. Se o ambiente for agradável, o rendimento de trabalho será ainda melhor”, finaliza Cristiane Schiavoni.

5- Protegendo o piso de marcas de rodinhas

O tapete deve ser um pouco maior que o espaço que a cadeira poderá percorrer, de forma a evitar que a cadeira saia para fora, evitando que as rodinhas possam se enroscar ou não deslizar adequadamente; o ideal é que ele fique posicionado também um pouco por baixo da mesa de trabalho. Opte por tapetes de fios curtos, que propiciem uma superfície lisa – materiais como vinílicos ou sisal podem facilitar o deslizamento; peças mais pesadas evitam que o tapete deslize junto com as rodinhas.

Para quem não quer esconder o piso existente, mas precisa protege-lo, há modelos de PVC transparente em dois padrões um para pisos duros (piso frio, carpetes de madeira, assoalhos, vinílicos, entre outros), onde sua superfície inferior é lisa e permite maior aderência, e um outro para pisos macios (carpetes), que possuí garras de fixação em sua superfície inferior e borda chanfrada para facilitar a movimentação da cadeira caso ela saia da área do tapete.

É possível também escolher o rodízio certo para sua cadeira:

– Para superfícies lisas e duras como porcelanatos, granitos e madeira, são recomendados rodízios mais macios, como o PU (poliuretano), de Gel e de Silicone.

– Para superfícies macias como carpetes e tapetes são indicados os modelos de PVC, Nylon ou PE (polietileno), por serem materiais mais rígidos, não absorvem muito impacto, e são os mais comercializados no mercado de móveis para escritórios.

6. Para chegar com a eletricidade até a mesa de trabalho, existem soluções não-agressivas

– Filtro de linha, ou régua. Se fixado sob o tampo da mesa, pode ser uma alternativa bem rápida para conseguir mais tomadas. Importante ressaltar que a régua é uma extensão, e isto implica que um fio ficará aparente até a tomada mais próxima.

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Mais um exemplo de como um canto pode se tornar um escritório incorporado à residência. Crédito da foto: Projeto Cris Paola – foto Hamilton Penna

– Conduletes e eletrodutos podem ajudar na distribuição destes pontos pela bancada de trabalho. Elas imprimem uma característica mais urbana e industrial se mantidas na cor metálica ou pintada de preto, ou até um certo charme romântico se pintadas em tons claros. Há mais organização sobre a mesa e, é claro, a praticidade de não precisar ajoelhar para soltar ou prender uma tomada.

– Fitas elétricas adesivas ou eletrofitas são alternativas para quem quer distribuir os pontos pela bancada sem mostrar os eletrodutos. Ainda assim, as caixinhas com as tomadas precisam ser embutidas. A fita é um pouco mais trabalhosa mas perfeita para intervenções sem quebra-quebra.

Importante frisar que um eletricista deve ser consultado. Não é raro a sobrecarga de circuitos previstos para usos menos específicos como os de um home. (Da Redação)

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