Sorocaba e Região

Votorantim: Comissão de Ética discute ações sobre áudio vazado

Comissão define data para ouvir vereador Heber Martins, outros vereadores e testemunhas

Vereadores da Comissão de Ética e Decoro da Câmara Municipal de Votorantim definem ações sobre áudio de vereador Heber Martins (PDT) vazado, o qual traz um diálogo entre o parlamentar e um morador da cidade que os comprometeria com vantagens financeiras para a eleição da Mesa Diretora do legislativo votorantinense para o biênio 2019/2020.

A primeira reunião foi realizada pela comissão nesta terça-feira (23), com o objetivo de eleger presidente e relator. Na abertura dos trabalhos, o presidente da Câmara, Lilo, fez a leitura do ofício apresentado por Zelão, no dia 8 de abril, solicitando a abertura de um processo investigatório. Durante o encontro, houve uma votação que definiu como presidente da comissão o vereador Zelão e como relator o vereador Luciano.

A comissão deverá investigar o áudio divulgado amplamente nas redes sociais e nos veículos de comunicação de Votorantim, Sorocaba e região sobre a conversa entre o vereador Heber Martins e um morador da cidade. No diálogo, ambos citam valores financeiros e falam do andamento dos trâmites em torno da votação para a eleição da Mesa Diretora 2019/2020 do Legislativo votorantinense. Em um segundo material são citados os nomes da vereadora Fabíola Alves (PSDB) e de Mauro dos Materiais (PTB).

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A data da próxima reunião ficou agendada para o dia 6 de maio, uma segunda-feira, e, conforme definição dos integrantes, o vereador Heber Martins será convocado a se manifestar a respeito. Mauro e Fabíola já foram oficiados sobre a abertura do inquérito e também serão convocados a prestar esclarecimentos, assim como outras testemunhas envolvidas.

Se comprovada a veracidade dos fatos que originaram o processo interno, os vereadores investigados poderão ser punidos de acordo com as especificações da comissão, que podem ser advertência pública escrita; suspensão de 30 (trinta) dias das Comissões Permanentes, das quais fazem parte; suspensão de 15 a 60 dias, sem o recebimento de subsídios; e até mesmo abertura de processo de cassação, sendo necessária a votação de dois terços dos vereadores em plenário.

Estiveram presentes na reunião os vereadores Lilo (MDB), Zelão (PT), Bruno Martins (PSD), Pastor Luiz Carlos (PSL), Luciano (Sem Partido) e Gaguinho (DEM). (Da Redação)

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