Sorocaba e Região

Vizinhança Solidária conta com 83 núcleos e reduz furtos a residências

Programa da Polícia Militar tem mais de 11 mil cadastrados
Vizinhança Solidária conta com 83 núcleos e reduz furtos a residência em mais de 30%
Capitão Fabiane afirma que o programa reduziu em mais de 30% os furto a residência. Crédito da foto: Fábio Rogério

Implantado em Sorocaba em 2014, o programa Vizinhança Solidária é responsável pela queda de 32,20% nos índices de furtos a residências a contar desde 2016, apresentando ainda tendência de queda. As informações, passadas pela capitão da Polícia Militar, Fabiane Paineli Públio, comandante da 4ª Companhia de Policiamento de Sorocaba, reflete maior interação entre as pessoas da comunidade, que organizadas por grupos de aplicativos, ajudam a polícia no combate à criminalidade gerando informações, e entendendo assim que segurança pública não depende apenas da polícia.

Presente em todas as regiões da cidade por meio das cinco Companhias de Policiamento da PM em Sorocaba, o Vizinhança Solidária conta hoje com 83 núcleos e 11.658 pessoas cadastradas. Conforme frisa a capitão Fabiane, “a polícia continua a fazer seu trabalho, mas com o apoio da comunidade nos fortalecemos como rede”.

De acordo Fabiane, o Vizinhança Solidária consiste num conjunto de medidas destinadas a estimular os integrantes de determinada comunidade à mudança de comportamento diante de fatos ou condutas que possam afetar a ordem pública da localidade onde vivem, trabalham ou estudam. O programa busca conscientizar os moradores de sua importância e responsabilidade nos assuntos relacionados à segurança pessoal e coletiva e mobilizando-os a realizar ações de prevenção primária na preservação da ordem pública. O programa se baseia no “Polícia Comunitária”, que iniciou a aproximação da polícia com a comunidade.

Pequenas ações

Vizinhança Solidária conta com 83 núcleos e reduz furtos a residência em mais de 30%
As casas que fazem parte do Vizinhança Solidária recebem uma placa indicativa. Crédito da foto: Fábio Rogério

No Vizinhança Solidária, “é com pequenas ações que a própria comunidade pode inibir o delito, uma vez que para agir o criminoso precisa se sentir seguro, como quando percebe não haver ninguém atento à movimentação nas ruas”, explica a oficial.

Para participar do programa, policiais militares de cada Companhia se reúnem diversas vezes com moradores explicando seu funcionamento, e somente depois é feito o cadastro dos interessados sendo eleito um tutor. O tutor é a pessoa responsável em repassar as informações relevantes para a Polícia Militar, como por exemplo placas de veículos suspeitos, bem como características de pessoas também em atitudes suspeitas. Mas apesar da função do tutor, todo morador é orientado a ligar o 190 assim que observar algo anormal, como nos exemplos acima citados.

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Todas as casas cujos moradores participam do Vizinhança Solidária, recebem uma plaquinha alusiva ao programa, o que, no parecer da oficial também ajuda a inibir a ação criminal, pois o bandido já saberá que aquelas pessoas estão orientadas sobre como agir.

A oficial destaca também que muitas vezes as pessoas reclamam das várias informações solicitadas pelo atendente do 190, mas explica que é preciso entender que quanto mais precisas foram as informações, que a equipe encaminhada para tal ocorrência estará melhor direcionada.

Com o passar dos anos, a capitão Fabiane observa que atualmente a comunidade possui maior senso de pertencimento ao bairro em que vive, compreendendo também que “o crime não depende só da comunidade e da polícia, mas também da vontade do infrator”, afirma a comandante da 4ª Companhia.

E é devido à receptividade da comunidade que os resultados têm sido positivos, como mostra capitão Fabiane por meio dos dados de redução de furtos a residências.

Moradores recebem orientações e relatam melhora na segurança

Vizinhança Solidária conta com 83 núcleos e reduz furtos a residência em mais de 30%
Participantes se organizam em grupos e elegem um tutor que terá contato direto com a polícia. Crédito da foto: Fábio Rogério

Embora até por motivos estratégicos não se possa divulgar todas as orientações passadas aos participantes do Vizinhança Solidária, uma delas é de que, ao observar algum veículo em atitude suspeita, que se acendam todas as luzes das casas próximas, acionem os alarmes de seus veículos, e outras nessa linha, sem nunca expor o munícipe a algum risco, uma vez que o enfrentamento direto cabe à polícia.

Comprovando que os planos de ação são bastante eficientes, o aposentado Adilson Bertola, morador da Parada o Alto, disse que a sensação de segurança aumentou bastante desde a implantação do projeto no bairro, destacando ainda que “antes do Vizinhança Solidária a casa do meu filho foi furtada três vezes, mas depois, inclusive com a colocação da plaquinha na frente da residência, nunca mais aconteceu nada.” A costureira Helena Donizette Oliveira, e o técnico químico Wilson Roberto de Castro também aprovam o programa e se dizem mais seguros.

A teóloga e professora Maria de Lourdes Souza, a Malu, tutora do bairro Parada do Alto, comentou que no início foi necessário que todos membros do grupo se adaptassem, e que pela elevada adesão dos moradores foram criados oito subgrupos.

Os policiais militares, cabos Anderson Aparecido Montero Lopes, e Ednei Cláudio de Camargo Ipanema, coordenadores do projeto na área da 4ª Companhia, já efetuaram prisão de um procurado pela Justiça mediante a ação dos integrantes do programa. Situação semelhante ocorreu em fevereiro de 2016 no Wanel Ville, quando, por meio das denúncias feitas pelos moradores ao 190, uma dupla foi flagrada já com os objetos subtraídos de uma casa separados para serem levados embora.

Para participar

Para participar do Vizinhança Solidária, os interessados devem ligar no telefone (15) 3229-3990, e pedir para falar na Seção de Assuntos Civis, ou se utilizar do e-mail 7bpmip5@policiamilitar.sp.gov.br.

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