Sorocaba e Região

Vigilante confessa ter matado transexual no Vitória Régia, em Sorocaba

Em depoimento, autor negou que o crime tenha sido motivado por transfobia
Vigilante confessa ter matado transexual
Samira Rosa foi assassinada a facadas no sábado passado. Crédito da foto: Reprodução / Facebook

O vigilante Antônio Jackson Moreira da Silva, de 28 anos, confessou ter matado a cabeleireira Samira Rosa, de 25 anos na madrugada do sábado passado, na região do Parque Vitória Régia, ao tentar se defender da agressão iniciada pela transexual. A delegada Luciane Bachir, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba, disse que com base nas provas levantadas até o momento e o depoimento do autor, o caso não está relacionado à transfobia.

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Conforme as declarações feitas pelo vigilante, que se apresentou na unidade especializada acompanhado de advogado no final da tarde de segunda-feira (18), ele e um tio de sua esposa foram por volta das 23h30 até um bar da rua Maria Claudete Ribeiro, no Jardim J.S. Carvalho, onde já se encontrava a cabeleireira, mas que não houve contato entre eles.

Antônio Jackson declarou que quando saia do bar teria encontrado uma amiga. E, de acordo com o vigilante, Samira Rosa teria se aproximado de sua amiga e lhe puxado pelo braço, sendo repreendida por ele. A cabeleireira, segundo ele, teria voltado para o bar, e em seu interior, quebrado uma garrafa, e saído com parte dela, se dirigindo então até o vigilante, que sofreu dois cortes no rosto.

O acusado contou que segurava o canivete com a mão direita, que atingiu a vítima, e que com a esquerda tentava se defender. Em suas declarações, o autor disse que após o episódio foi embora, sem buscar atendimento médico, e que ainda viu Samira Rosa retornando caminhando para o bar, vindo a saber de sua morte somente no dia seguinte. Ele disse também que em nenhum momento teria feito algum comentário a respeito da orientação sexual da vítima, afirmando inclusive não possuir nenhum tipo de preconceito homofóbico. O acusado não tinha passagem policial.

A delegada Luciane Bachir, que ontem ouviu outras testemunhas do caso, disse estar convencida de que não se trata de um crime de transfobia, e que agora o caso será relatado para apreciação da Justiça. O acusado responderá pelo crime em liberdade. (Adriane Mendes)

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