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Vagas de Zona Azul em Sorocaba permanecem vazias em vários pontos

A Urbes - Trânsito e Transportes alega que o sistema tem sido utilizado em quase 100% do seu volume de vagas no período de funcionamento
Vagas de Zona Azul permanecem vazias em vários pontos da cidade
Na rua Amazonas é comum encontrar várias vagas sem utilização todos os dias. Crédito da foto: Fábio Rogério

Reativado em março de 2017, o Sistema de Estacionamento Rotativo de Sorocaba, mais conhecido como Zona Azul, possui aproximadamente duas mil vagas em locais como região central, no bairro Santa Terezinha e nas proximidades do Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros. A Urbes – Trânsito e Transportes alega que o sistema tem sido utilizado em quase 100% do seu volume de vagas no período de funcionamento. Para quem circula em algumas das ruas onde há a Zona Azul, no entanto, a percepção é diferente. Dificuldades para encontrar ou falta de hábito na compra antecipada dos cartões, além do valor reajustado recentemente, são alguns do motivos que têm feito motoristas estacionarem fora do sistema, deixando boa parte das vagas desocupadas.

Na rua Amazonas, no bairro Santa Terezinha, vagas da Zona Azul desocupadas são facilmente encontradas. Já nas vias do entorno, sem o sistema, a presença de carros é maior. A vendedora Jovana Aparecida Prestes Pires, 41 anos, estava sem o cartão e estacionou em uma rua próxima. Ela acredita que a venda do talão para uso do sistema poderia ser facilitada. “Deviam ficar na rua vendendo para a gente”, afirma. Regina Ferreira, 71 anos, que mora na rua Amazonas, relata que adquiriu o hábito de manter um talão em casa, para que prestadores de serviço e outras visitas possam estacionar. “Outro dia veio um eletricista, não tinha ninguém aqui na hora para vender. Ele foi embora e voltou no outro dia”, relata.

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Com a implantação da Zona Azul, a existência de ambulantes — muitas vezes guardadores de carros — que vendiam os talões na rua passou a ser inibida. A Urbes afirma que não há a possibilidade desse tipo de comercialização ser retomada. Segundo a empresa pública, existem 107 postos de venda autorizados, incluindo todas as unidades da Casa do Cidadão e o motorista deve comprar com antecedência o talão ou a folha para evitar contratempos quando precisar. Os postos de venda podem ser conferidos no site www.urbes.com.br/zona-azul-postos-venda.

Aplicativo

Por mês, são vendidas em média 80 mil folhas de cartão de Zona Azul, segundo a Urbes, com arrecadação de R$ 50 mil. Uma alternativa à necessidade de comprar o cartão nos postos autorizados seria o aplicativo para celulares, que a empresa alega que será implantando ainda neste segundo semestre de 2018.

De acordo com a empresa pública, as ruas com maior rotatividade seriam as da região central. No entorno da Praça Frei Baraúna, porém, poucas vagas ficam ocupadas. Para o supervisor de transporte Pedro Lopes, de 54 anos, que utilizava o sistema no local, estacionar nas vagas só vale a penas por curtos períodos de tempo. “Eu uso mais estacionamento particular. É que agora vou ficar questão de dez ou 15 minutos. Você paga R$ 1,50 por hora e tem estacionamento por R$ 5 a hora. Compensa o estacionamento em que o carro está seguro”, avalia. O valor da Zona Azul foi reajustado em julho, passando de R$ 0,50 por uma hora e R$ 0,70 por duas horas, para o cartão único de R$ 1,50 a hora.

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Multas

Segundo a Urbes, foram 3.786 multas aplicada por descumprimento da Zona Azul entre abril e julho. Já no mesmo período do ano passado, foram 4.786 multas. As irregularidades foram estacionar sem o devido pagamento ou exceder o prazo permitido para o local. A empresa afirma que o objetivo do sistema é aumentar a oferta de vagas de estacionamento através da rotatividade e auxiliar na fluidez do trânsito, além de combater o comércio clandestino de cartões e coibir a atuação dos guardadores de carro.

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