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Vacina traz esperança de ano novo melhor para o sorocabano

31 de Dezembro de 2020 às 23:22
Marcel Scinocca [email protected]

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2021 será o ano da fé e da esperança. Ao menos é assim que definem sorocabanos ouvidos pela reportagem do Cruzeiro do Sul, na quarta-feira (30). O fator principal que move esse sentimento de que as coisas melhorarão está relacionado com a chegada da vacina contra o novo coronavírus.

Gisele Pinheiro de Oliveira trabalha com eventos. Teve um ano de muitos percalços. Porém, ela não o renega e com resiliência, recebe 2021 envolto em muita expectativa boa e, principalmente, com fé e esperança. “Para mim, 2020 foi péssimo. Mas não posso reclamar. No meu caso, não tive ganhos, mas também não tive perdas, a não ser as financeiras. Tenho fé e esperança que 2021 será melhor. Será um ano de reconstrução, quando vamos precisar de união e paciência. Será um ano em que as pessoas precisarão ser mais humanas”, diz. “Temos que ter fé que em 2021 ganharemos em dobro o que a gente deveria ter ganhado em 2020”, completa.

Marcos Sampaio, que é comerciante há 20 anos, também reconhece que 2020 foi um ano perdido, ao menos economicamente. Ele teve vários conhecidos que sofreram com a Covid. A filha, inclusive, estava em isolamento domiciliar devido a doença no dia da entrevista. Mesmo assim, ele acredita na recuperação plena no ano novo. “Estou esperançoso de que até o meio do ano se resolva tudo isso, principalmente com a chegada da vacina. Mais que isso, estou bem otimista. A recuperação econômica do País já está acontecendo e será ainda melhor em 2020. Não tenho dúvidas disso”, acrescenta.

O empresário Gilson de Jesus Pleins, que trabalha com saúde, enxerga 2020 como um ano muito complicado. “A gente que trabalha com a saúde privada sofreu bastante, ao contrário do que muita gente pensa”, relata. “Na família, ficamos o mais isolados possível. Isso fez a diferença”, garante. “Mas, sobre o ano novo, estou muito motivado e apostando bastante, mesmo com toda a preocupação do que ainda teremos que arcar com relação a 2020”, termina.

Para o vendedor Moisez dos Santos, entretanto, 2020 foi marcado pela tristeza. Ele perdeu seu irmão para a Covid-19. “Foi uma tragédia. Se pudesse não teria vivido 2020, teria pulado”, conta. O irmão Daniel tinha 62 anos e deixou dois filhos. “Foram seis dias de muito sofrimento. Para piorar, um enterro sem velório”, lamenta. Para ele, somente com a vacinação as coisas tomarão rumos diferentes em 2021. (Marcel Scinocca)