A criação do “imposto do selo” foi um dos destaques da edição do Cruzeiro do Sul de 4 de janeiro de 1920. Naquele domingo, há exatamente 100 anos, o jornal noticiou que no dia seguinte entraria em vigor uma lei federal que determinava a cobrança de uma taxa incidente na emissão de todos os documentos oficiais. A lista incluía contratos, aquisição de bens móveis e quitações de empreitadas de medições de terrenos, cautelas de empréstimos sobre penhores, recibos de todas as espécies, entre outros. Em resumo, a medida iria mexer no bolso de praticamente todas as pessoas adultas.