Sorocaba e Região

Um ano após desaparecimento, caso Solange segue sem novas pistas

Carro que ela ocupava caiu num córrego, em novembro de 2017, mas o corpo não foi achado
O carro foi encontrado no dia 30 de novembro. Crédito da foto: Fábio Rogério / Arquivo JCS

Quase um ano depois do seu desaparecimento, nem a polícia nem os familiares de Solange Maria da Silva, então com 38 anos de idade, têm informações do seu paradeiro depois que o carro em que estava, na madrugada de 27 de novembro, caiu em um córrego próximo da avenida Ulisses Guimarães, no Jardim Santo André 2, zona norte de Sorocaba. No âmbito policial, a autônoma é considerada desaparecida, mas já para sua família, a esperança de encontrá-la viva já vai terminando, com o sentimento de luto em aberto por não poder ter sido sepultada.

Para a Polícia Civil, Solange é considerada desaparecida. Crédito da foto: Reprodução / Facebook

O caso, que mobilizou inclusive os bombeiros até o começo de dezembro com buscas do corpo que jamais apareceu, aparentava perto de ser elucidado em janeiro, quando um corpo de uma mulher, localizado numa bacia de contenção no bairro Barcelona, com roupa semelhante a que a vítima tinha, pudesse ser o de Solange. Mas não era.

Na ocasião, policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) solicitaram que a mãe da desaparecida fornecesse material genético para comparação com o do cadáver, mas o exame de DNA foi negativo, ou seja, o corpo não era o da autônoma.

Para a filha de Solange, Gabriela Regina da Silva, de 20 anos, “como já passou muito tempo não acreditamos mais que ela esteja viva, e a sensação é de angústia por não saber o que houve, se ela está viva ou morta”, disse a filha.

Gabriela acrescentou ainda que “para finalizar esse luto, teria que sepultá-la, mas nem isso pudemos fazer”, lamenta. Ela no entanto tem ainda esperança de que, inclusive com essa publicação, “alguém que saiba alguma coisa, tenha alguma informação, se sensibilize e denuncie para a polícia”.

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Para a Polícia Civil, a autônoma é considerada desaparecida, pois sem a localização do corpo não há materialidade para confirmar o óbito, conforme o delegado titular da DIG, Acácio Aparecido Leite.

De acordo com ele, continua em aberto o procedimento de investigação de desaparecimento, mas que até agora não surgiu mais nenhuma outra pista sobre o paradeiro da mulher ou do corpo. O delegado também pede para quem tiver alguma informação para denunciar pelo telefone 197 (Polícia Civil).

Desaparecimento de Solange mobilizou polícia e bombeiros. Crédito da foto: Fábio Rogério / Arquivo JCS

O caso

Solange morava no bairro Brigadeiro Tobias, saiu com o companheiro durante a madrugada do dia 27 de novembro e não retornou mais. O casal tinha como destino um forró na zona norte. À família, ele argumentou que sofreu um acidente, caindo com o carro em um córrego. Alegou ainda que conseguiu escapar, mas que Solange ficou presa ao cinto de segurança e não pôde sair do veículo. O automóvel usado pelo casal, um Ford Fiesta, foi encontrado no dia 30 de novembro em um córrego no Santo André 2, mas sem Solange. (Adriane Mendes)

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