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Sorocaba e Região

Travessia da Raposo oferece riscos aos pacientes do novo Hospital Regional

Pacientes e funcionários têm de pular barreiras de proteção e aguardar transporte na beira da estrada
Travessia da Raposo Tavares oferece riscos aos pacientes do novo Hospital Regional
Hospital Estadual de Sorocaba Adib Domingos Jatene, no quilômetro 106 da rodovia Raposo Tavares. Crédito da Foto: Emídio Marques (7/3/2019)

Quem precisa ir de ônibus até o Hospital Estadual de Sorocaba Adib Domingos Jatene, o novo Hospital Regional, dependendo de seu ponto de partida, corre riscos na travessia da rodovia Raposo Tavares (SP-270).

Os veículos de linha urbana realizam embarque e desembarque na avenida Doutor José Bella Neto, já os intermunicipais trafegam apenas pela rodovia e sem passarelas próximas, pacientes e funcionários precisam pular as barreiras de proteção entre as pistas e aguardar o transporte na beira da estrada.

Na tarde desta quinta-feira (7), a equipe de reportagem do jornal Cruzeiro do Sul esteve no local e usuários também se queixaram da falta de pontos de ônibus cobertos. A Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) informou que foi solicitado à ViaOeste um estudo de acessibilidade e movimentação de pedestres para que seja discutido a modificação no ponto de ônibus e instalação de passarela. O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) também foi procurado, mas informou o assunto é de total responsabilidade da Artesp.

Inaugurado há um ano, o hospital atende pacientes de todo o Departamento Regional de Saúde (DRS-16), que compreende 48 municípios. Nesta quinta (7), a dona de casa Maria Beatriz Carriel Campos, 47, veio até a unidade para fazer um exame de ressonância magnética acompanhada pela filha, a autônoma Camila da Silva Campos, 30.

Elas residem em Capela do Alto e desembarcaram no ponto de ônibus que fica entre a pista expressa e a marginal da rodovia. A volta para a casa, porém, foi mais arriscada, já que elas precisaram atravessar quatro pistas da Raposo Tavares até chegar no ponto de ônibus do sentido interior.

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Quando mãe e filha começaram a travessia da pista, uma tempestade caiu na região e sem abrigo no ponto de ônibus, as duas precisaram aguardar o coletivo sob chuva. “Poderíamos pegar um ônibus para ir até o terminal de Sorocaba, mas aí seria muito caro. A gente já vem com o dinheiro contado”, conta a dona de casa. Camila destaca que ao menos a implantação de uma passarela já tornaria a situação menos problemática.

Travessia da Raposo Tavares oferece riscos aos pacientes do novo Hospital Regional
Para pegar o ônibus, pessoas andam pelo acostamento e têm que atravessar a Raposo – Foto: Emidio Marques

Um homem que trabalha no hospital e pediu para não ser identificado relatou que “todas as manhãs e aos finais de tarde há uma aglomeração na rodovia e os carros passam muito próximo de quem aguarda para embarcar”. O homem relata que os passageiros precisam aguardar no acostamento e que deveria existir um recuo maior para proporcionar mais segurança aos usuários.

Para quem utiliza o transporte coletivo municipal há duas linhas que passam pelo hospital. A Urbes Trânsito e Transportes informa que atualmente a linha 15 — Jardim São Paulo e a linha 44  –Novo Mundo atendem o local conforme solicitação da administração do hospital e que todas as demandas solicitadas foram atendidas pontualmente.

Já as linhas intermunicipais que passam pelo quilômetro 106 da rodovia são as 6320 — Araçoiaba da Serra (Alcides Vieira), 6321 — Araçoiaba da Serra (Araçoiabinha), 6105 — Sarapuí, e 6108, 6110 e 6111 — Tatuí. Todas as linhas são operadas pela Rápido Luxo Campinas Ltda. e fiscalizadas pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

Acesso

Outro problema relatado por pessoas que frequentam o hospital é a dificuldade no acesso no quilômetro 106, para quem vem do sentido interior. Nesse caso os motoristas precisam seguir até o quilômetro 101 da rodovia (no acesso para o Ceagesp) para conseguir voltar ao quilômetro 106 e utilizar a alça que leva ao hospital.

Para evitar percorrer todo esse caminho, alguns motoristas acabam fazendo conversões irregulares em uma alça de retorno. O trajeto até o quilômetro 101 é necessário pois os guard-rails instalados impedem a entrada direta no acesso ao hospital.

Sobre esse tema, a Artesp informou que “o projeto funcional do acesso já está aprovado”. Entretanto, segundo a concessionária, “aguarda-se orientação do Poder Concedente quanto à definição da responsabilidade para continuidade do projeto”.

De acordo com a Artesp, assim que isso for resolvido, a empresa “tomará as medidas necessárias para o prosseguimento do projeto executivo e orçamento, além de estudos de viabilidade econômica e jurídica para a inclusão da obra no presente contrato de concessão, uma vez que não se trata de uma obra contratual”.

Em abril do ano passado, logo após a inauguração do hospital, a Artesp já afirmava que o projeto estava aprovado e a execução das obras de acesso era de responsabilidade da empresa Inova Saúde, do Grupo Construcap, que construiu o hospital e integra a Parceria Público-Privada (PPP) firmada com o Estado.

Em julho de 2018 a Artesp informou que a obra é responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde. A Secretaria de Estado da Saúde informou que a implantação do acesso deve ser discutida com a Artesp. 

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