Sorocaba e Região

Transporte opera com 50% da frota em Sorocaba

Durante pandemia cidade registrou queda de até 76% no número de usuários dos ônibus
Transporte opera com 50% da frota em Sorocaba
(24/07/2020) Crédito da foto: Vinícius Fonseca

 

Passada uma semana da reabertura os serviços essenciais em Sorocaba, o sistema do transporte público municipal continua operando com 50% da frota. A Urbes – Trânsito e Transportes afirma que antes da pandemia de Covid-19 a demanda de passageiros nos ônibus era de 170 mil pessoas por dia e atualmente esse número diário fica em torno de 40 mil passageiros, o que representa uma redução de 76%.

Desde meados de abril, com a queda do número de usuários em função da quarentena, a empresa pública que gerencia o transporte público coletivo na cidade estabeleceu que a operação do transporte coletivo ocorra com 50% da frota neste momento de isolamento social.

As linhas com maior adensamento populacional e nos horários de pico, especialmente as que atendem as regiões norte e oeste da cidade como Paineiras, Ana Paula Eleutério, Herbert de Souza, Altos do Ipanema, Carandá e São Bento, oferecem entre 60% a 80% da frota em horários de pico.

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Apesar da flexibilização das atividades econômicas, conforme o Plano São Paulo, a manutenção do número reduzido da frota tem provocado questionamentos dos usuários, já que tende a favorecer aglomerações. Por meio de nota, a Urbes sinaliza que, no momento, não tem previsão de aumento, redução ou normalização da frota. “Assim como ocorre em outras cidades e até mesmo na capital paulista, que inclusive anunciou o cancelamento de grandes eventos, não há como prever o retorno à normalidade. O que se espera é a volta da normalidade, preservando-se a saúde econômica do município em seus vários aspectos”.

No início deste mês, o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região chegou a divulgar comunicado afirmando que a Urbes Trânsito e Transportes solicitou às empresas do transporte urbano de Sorocaba a redução de 25% da frota de ônibus, o que teria como consequência imediata a demissão de quase 350 trabalhadores em transportes. Na nota, a entidade sindical prometeu fazer uma série de protestos para tentar reconsiderar a decisão. Ontem o sindicato foi questionado sobre essa suposta redução e uma eventual negociação com as empresas, mas não respondeu a reportagem.

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Auxílio às empresas

Diante da queda da demanda de passageiros por conta da pandemia, o governo municipal aumentou em cerca de 30% o subsídio ao transporte coletivo.

Além disso, as duas empresas que operam no sistema do transporte urbano, a STU e Consor, passaram a ser remuneradas pela Prefeitura por quilômetro rodado e não por passageiro transportado, como previam os contratos de concessão para a prestação do serviço.
A mudança temporária na forma de remuneração ocorreu em maio com efeito retroativo ao dia 21 de março e prosseguirá enquanto durar a pandemia.

STU

O novo contrato emergencial da Prefeitura de Sorocaba com a empresa STU, que opera o lote 2 do sistema de transporte público municipal, será no valor total de R$ 46 milhões ou R$ 9,2 milhões por mês até o final deste ano, informou ontem a Urbes.

De acordo com a Secretaria de Administração, o contrato ainda não foi assinado, pois está sob análise jurídica e deverá, e deverá prever “novas diretrizes” de prestação do serviço. O contrato vigente da Prefeitura com a STU vence no próximo dia 3 de agosto. Segundo a Urbes, o contrato emergencial prevê que o serviço de transporte coletivo oferecido pela empresa seja cumprido até o final deste ano, quando será realizada nova licitação para o lote 2 do sistema em Sorocaba.

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O novo contrato, diz a Prefeitura, foi ajustado à nova realidade do transporte coletivo em razão da pandemia, conforme previsto no decreto municipal nº 25.785, de 17 de junho de 2020, que determina economia em todos os contratos a fim de conter despesas do município e garantir a sanidade financeira dos cofres públicos. “Dessa forma, estamos dentro das condições financeiras para menor impacto aos cofres públicos neste momento de pandemia e de maiores dificuldades econômicas”, disse Gilmar Tadeu, secretário de Mobilidade e Desenvolvimento Estratégico e diretor-presidente da Urbes. (Felipe Shikama)

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