Sorocaba e Região

Sorocaba tem quase 14 casos de dengue por dia

Segundo último boletim, 768 pacientes foram confirmados com a doença; há dez dias, eram 631
Sorocaba tem quase 14 casos de dengue por dia
Embora a cidade tenha apresentado redução no índice larvário, a situação continua de alerta. Crédito da foto: Divulgação

Em 10 dias, os casos confirmados de dengue em Sorocaba subiram de 631 para 768, o que representa quase 14 novos casos da doença por dia. Segundo o 12º Boletim Epidemiológico da Vigilância em Saúde, divulgado nesta quinta-feira (30), o aumento da incidência de dengue no período foi 21,71%. Até o momento, dos 768 casos confirmados 661 são autóctones (contraídos na própria cidade), 78 importados e 29 indeterminados.

O Boletim Epidemiológico também aponta 47 casos de chikungunya (40 autóctones, 4 importados e 3 indeterminados) e um caso importado de febre amarela, infectado na cidade de Cajati (SP). Até o momento nenhum caso de zika foi registrado na cidade. Sorocaba também não registra nenhum óbito ocorrido por conta dessas doenças.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Sorocaba (SES), os casos de dengue estão mais concentrados na área norte de Sorocaba, em especial na região do bairro Nova Sorocaba. Porém, todas as regiões da cidade apresentaram casos autóctones, ou seja, originados na própria cidade.

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A SES informa que denúncias de criadouros do Aedes aegypti devem ser feitas por meio do canal 156 ou pelo site da Prefeitura: http://www.sorocaba.sp.gov.br/atendimento/#/Home/Solicitacao ou ainda em uma das Casas do Cidadão. Também é possível registrar a ocorrência pelo WhatsApp da Ouvidoria Geral do Município através do número (15) 99129-2426, das 8h às 17h. Em seguida, uma equipe técnica vai ao local e faz a inspeção da área para tomar as devidas providências.

Alerta continua

O índice larvário apresentou queda na segunda avaliação do ano em Sorocaba, mas a situação ainda é considerada de alerta em relação à dengue. Segundo a SES, a segunda Avaliação de Densidade Larvária (ADL) foi feita no mês de maio e o índice geral do município foi de 3,6% dos imóveis analisados com a presença de Aedes aegypti. O valor é considerado de alerta, porém é menor que a avaliação realizada em janeiro de 2019 quando foi observado índice de 4,4%.

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As regiões da cidade com porcentagem de risco foram Centro-Sul (5,1%) e Centro-Norte (4,8%). E as áreas de alerta foram Noroeste (3,3%), Sudoeste (3,3%), Norte (3,1%) e Sudeste (1,5). De acordo com a SES, os índices são classificados entre satisfatório (até 1%), alerta (acima de 1% até 3,9%) e risco (acima de 3,9%).

A ADL é uma atividade de vistoria dos imóveis na cidade de forma amostral, que tem por objetivo quantificar a infestação de mosquitos em todas as áreas da cidade. O estudo permite direcionar as ações de prevenção e controle do mosquito Aedes aegypti, concentrando as ações em áreas com maiores índices de infestação. “São sorteadas quadras distribuídas na cidade, e as equipes vistoriam os imóveis buscando larvas do mosquito e coletando amostras para análise do biólogo realizada no Laboratório Entomológico‘, explica a chefe da Divisão de Zoonoses, Thais Buti. (Ana Cláudia Martins)

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