Sorocaba e Região

Sorocaba sobe 18 posições no ranking das cidades inteligentes

Segundo estudo da Urban Systems, a cidade está no 42º lugar no País e 12º no estado de São Paulo
Vista noturna da Rodovia Raposo Tavares em Sorocaba. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Sorocaba é a 42ª cidade mais conectada do País, segundo o Ranking Connected Smart Cities 2018, o principal estudo sobre cidades inteligentes do Brasil, realizado pela Urban Systems, em parceria com a Sator. Em relação ao ano passado, quando ocupava o 60º lugar, o município subiu 18 posições. No Estado de São Paulo, Sorocaba está em 12º lugar no ranking geral, atrás da capital paulista, Campinas, Santos, São Caetano, Barueri, Ribeirão Preto, Jundiaí, Vinhedo, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e Piracicaba. O estudo tem como objetivo mapear as cidades com maior potencial de desenvolvimento no País — ao menos outras 700 foram avaliadas na pesquisa. Levando em conta a Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), a segunda melhor colocada no quadro geral foi Itu, no 87º lugar.

O ranking monitora 11 áreas principais: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo e governança. Dentro delas, são avaliados um total de 70 indicadores. Com relação aos rankings individuais por segmento, Sorocaba está entre as 50 principais em quatro áreas: em economia, é a 38ª, com 5,568 pontos; em meio ambiente, a 39ª, com 6,137; em mobilidade e acessibilidade, a 47ª, com 3,046 pontos; e em tecnologia e inovação, a 50ª, com 3,179. O grande destaque individual da RMS foi Itu, no quesito segurança, com o 9º lugar, garantido com 2,796 pontos. Houve, ainda, Votorantim como 28ª em meio ambiente e Salto como 35ª em urbanismo.

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O primeiro lugar geral, em 2018, ficou com Curitiba, com 31,782 pontos somados. Na sequência, entre as cinco primeiras, estão São Paulo, com 31,459; Vitória, com 31,219; Campinas, com 30,920; e Florianópolis, com 30,881. “O conceito de smart cities considerado entende que o desenvolvimento só é atingido quando os agentes de desenvolvimento da cidade compreendem o poder de conectividade entre todos os setores”, destaca o estudo.

Segundo o presidente da Urban Systems e sócio da plataforma Connected Smart Cities, Thomaz Assumpção, o Ranking Connected Smart Cities novamente mostra a importância de um planejamento estratégico das cidades, considerando a conexão entre os 11 eixos temáticos analisados e o resultado de investimentos. “A educação, por exemplo, que muitas vezes é vista como um eixo básico, tem grande importância no desenvolvimento do empreendedorismo e na busca da sustentabilidade econômica das cidades, permitindo que mais atores sejam responsáveis pelo desenvolvimento”, pontua.

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Cautela

Para Yara Baiardi, que leciona nas áreas de projeto e urbanismo na Universidade de Sorocaba (Uniso), é preciso tomar cuidado ao analisar a evolução de Sorocaba, especialmente no sentido de não se acomodar nas ações. “A gente sempre pode mais, não podemos nos contentar. Temos uma potência muito grande. Precisamos analisar da estratégia macro para a escala micro. Às vezes, pensa-se diretrizes maravilhosas, mas nem sempre são colocadas em prática. Esse é o grande desafio do século 21”, acredita.

A profissional não vê a recessão econômica como um entrave para colocar em prática políticas públicas que tornariam as cidades cada vez mais “inteligentes”. “No Brasil, o problema da nossa cultura é que não sabemos fazer gestão direito. Na verdade, temos muito dinheiro, mas não se sabe usar corretamente”, avalia. O estudo pode ser acessado na íntegra pelo link https://bit.ly/2CpWz1V.

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