Sorocaba e Região

Sorocaba já registrou 131 notificações por picadas de escorpião neste ano

O número já supera as 92 contabilizadas no ano passado todo, conforme dados da Secretaria de Saúde
Sorocaba já registrou 131 notificações por picadas de escorpião
Caso encontrado, escorpião deve ser morto ou levado à Zoonoses. Crédito da foto: Erick Pinheiro / Arquivo JCS (19/3/2008)

Sorocaba registrou, de janeiro até a última quinta-feira, dia 8, 131 notificações de picadas de escorpião. O número já supera as 92 contabilizadas no ano passado todo. As informações são da Secretaria da Saúde (SES). Apesar do aumento de casos, a Divisão de Zoonoses da SES informa que não houve mortes nestas ocorrências e garante que os números não são alarmantes. Na quarta-feira (7) de manhã, uma criança de 10 anos morreu em Santa Bárbara d’Oeste: a menina foi picada no pé e na mão e, quando levada pela família a um pronto-socorro na cidade, por volta das 6h15, não havia soro antiescorpiônico. O item foi solicitado a um hospital de Americana, mas a garota não resistiu e, às 7h45, faleceu antes que a aplicação fosse possível.

A bióloga e supervisora da Divisão de Zoonoses de Sorocaba, Juliana Mome, diz que a quantidade de casos de picada de escorpião em nível local está dentro do esperado. “Isso porque o crescimento populacional gera condições propícias para o desenvolvimento desses animais”, comenta. Segundo ela, diante das análises feitas, é possível afirmar que, entre as variadas espécies do aracnídeo, Sorocaba tem maior incidência daquele que causa os acidentes mais graves, a Tytius serrulatus, o popular escorpião amarelo.

No caso de uma pessoa ser picada por um escorpião, Juliana orienta que procure atendimento médico imediato, seja nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Prontos-Atendimentos (PAs), Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) ou Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). “Nestas unidades, o médico vai definir qual vai ser a conduta a ser tomada. Se for a indicação de soro antiescorpiônico, é feito encaminhamento ao Conjunto Hospitalar de Sorocaba, que é referência nesses casos”, explica.

Se o animal for encontrado, Juliana cita duas alternativas: a primeira dela é tentar matá-lo de modo “mecânico”. “Tem que tentar matar com vassoura, chinelo, como der”, afirma ela, que recomenda que o escorpião seja colocado em um frasco e levado à Zoonoses. É possível, também, acionar a Zoonoses, por meio do canal 156 ou pelo site da Prefeitura. “Aí uma equipe técnica vai ao local, faz a inspeção da área e monitora o porquê da infestação”, pontua. Juliana lembra que o aracnídeo é resistente ao uso de inseticida, ao contrário do que muitos pensam. “É ineficaz aplicar. A gente costuma dizer que ‘o mundo vai acabar, mas o escorpião fica’. Eles são muito resistentes, conseguem ficar meses sem se alimentar, em condições adversas”, lembra.

Prevenção

De acordo com Juliana, o fundamental é manter a limpeza nas residências e ao menos em um cinturão de dois metros do entorno, para evitar a proliferação de escorpiões. Ela fala da necessidade de se manter os quintais limpos, tirar as folhas secas, deixar os gramados sempre aparados e não jogar entulho e lixo em córregos e terrenos baldios. “É importante também vedar as caixas de gordura, colocar aqueles ‘rodinhos’ ou cobrinhas de pano nos vãos das portas e janelas, principalmente no entardecer, pois o escorpião é um bicho que fica escondido durante o dia e à noite sai para caçar”, indica.

A supervisora reforça, ainda, que os ralos do banheiro e de outras partes dos imóveis precisam ser vedados. “Porque aí impede a entrada de baratas. E o escorpião costuma se alimentar de baratas, então, por consequência, isso evita a proliferação.”

A Divisão de Zoonoses fica na avenida Ipanema, 5.001, na antiga garagem da TCS. O telefone para contato e mais informações é o (15) 3229-7333.

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