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Dia Mundial da Água: Sorocaba avança rumo a 100% de esgoto tratado

22 de Março de 2019 às 09:27

Atualmente, mais de 96% do esgoto produzido pelos sorocabanos é tratado - Foto: Divulgação

Sorocaba trata atualmente o esgoto produzido por 96,45% dos sorocabanos. A marca foi possível com investimentos como a construção do sistema de esgotamento sanitário da região de Brigadeiro Tobias e do sistema de esgotamento sanitário da região do Cajuru. Os dois sistemas foram entregues em abril do ano passado, acabando com o lançamento de um volume estimado de 4,8 milhões de litros de esgoto, que a cada novo dia poluíam os cursos da água que abastecem o rio Sorocaba: o córrego Pirajibu-Mirim, o córrego Tapera Grande e o rio Pirajibu. Atualmente, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) trabalha em pequenos pontos ao longo da cidade que ainda não contam com o sistema de esgotamento sanitário para atingir a meta de 100% de esgoto tratado.

O Programa de Despoluição do Rio Sorocaba teve início há cerca de 20 anos e a prioridade da atual gestão era concluir os sistemas para se aproximar ainda mais dos 100% de esgoto tratado. Durante o atual governo, o percentual em Sorocaba aumentou em quase 5%: de 91,49% (set/16) para os atuais 96,45%. Em uma década, essas obras receberam o investimento aproximado de R$ 10,5 milhões.

O prefeito José Crespo enfatiza a importância dos esforços constantes dos profissionais do Saae para o sucesso do Programa de Despoluição do Rio Sorocaba e lembra a iniciativa do pai dele, o ex-prefeito José Crespo Gonzales, de criar um serviço municipal de água. “O Saae de Sorocaba é um dos melhores do Brasil, buscando incessantemente ações e projetos para oferecer o melhor serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário aos sorocabanos”, elogia Crespo.

 

Obras prioritárias

Para elevar em quase 5% a população atendida com o tratamento de esgoto, a atual gestão do Saae deu prioridade para a conclusão de três obras: a interligação do coletor-tronco do córrego Tapera Grande ao coletor tronco do rio Pirajibu, concluída com equipe da própria autarquia, em abril do ano passado; a instalação do sistema de esgotamento sanitário de Brigadeiro Tobias, também concluída em abril e por profissionais do Saae-Sorocaba; e a implantação do coletor-tronco do córrego Pirajibu, com obra de empresa contratada, concluída em março de 2017.

Para o diretor-geral do Saae, Ronald Pereira da Silva, garantir a qualidade de vida dos sorocabanos é prioridade da autarquia. “Temos o dever de garantir tratamento de esgoto e abastecimento de água a todos os sorocabanos e buscamos sempre investimentos para colocar em prática projetos que contribuem para a evolução do nosso trabalho. A conclusão deste ciclo de tratamento de esgoto é uma grande vitória, mas continuamos trabalhando para garantir 100% de esgoto tratado na cidade”, explica.

O diretor operacional de Esgoto do Saae, Rodolfo Barboza, ressalta que o investimento em saneamento significa mais saúde para a população e que o Saae trabalha agora para concluir os demais 3,55% que faltam para atingir 100%. Hoje, a cidade tem cerca de 20 pontos que ainda não tem tratamento de esgoto.

Jacutinga - Um desses pontos é o Bairro Jacutinga. As residências de cerca de mil pessoas passam a ser servidas com rede coletora e de afastamento de esgoto, em substituição às fossas sépticas. Com o investimento aproximado de R$ 1,5 milhão, a nova rede é instalada até mesmo cruzando por baixo da linha de trens. “Estamos implantando cerca de 7 mil metros de redes coletoras, em tubos de PVC com diâmetro de 150mm e mais de 100 poços de visita”, explica Barboza.

Jardim Marli - Antes de iniciar os trabalhos no bairro Jacutinga, o programa 100% Esgoto Tratado concluiu a rede coletora que atende pouco mais de 50 famílias na rua Eugênia de Oliveira Cirne, no Jardim Marli. Com isso eliminou o lançamento diário de aproximadamente 44 mil litros de esgoto no córrego Itanguá.

Monte Alpino - No Jardim Monte Alpino --região de Brigadeiro Tobias -- a implantação das redes coletoras de esgoto sanitário teve início janeiro, e deve contemplar de imediato 80 imóveis (cerca de 320 pessoas).

Obras eliminam lançamento de 44 mil litros de esgoto por dia no Itanguá - Foto: Divulgação

Pirajibu fica livre de 2 milhões de litros de dejetos

Desde abril de 2018, uma média de 2 milhões de litros de esgoto deixaram de ser lançados diariamente no córrego que passa por Brigadeiro Tobias, o Pirajibu-Mirim, um afluente do Rio Sorocaba. Toda essa carga orgânica agora chega ao destino adequado, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Aparecidinha. Foram construídas duas estações elevatórias e a travessia sob o viaduto situado no km 2,5 da rodovia Celso Charuri.

As Estações Elevatórias de Esgoto (EEE) que compõem esse coletor-tronco são a EEE Ponte, nas proximidades da ponte sobre o córrego Pirajibu-Mirim, na Vila Astúrias, e a EEE Represa, situada na avenida 3 de Março. Cerca de R$ 6,5 milhões foram investidos na construção do Sistema de Esgotamento Sanitário da Região de Brigadeiro Tobias. O esgoto coletado de aproximadamente 12 mil pessoas da região de Brigadeiro Tobias agora é devolvido à natureza sem degradar o meio ambiente.

Sistema de Tratamento do Cajuru beneficia 18 mil pessoas

A interligação dos coletores-tronco do Tapera Grande e do Pirajibu, com 600 metros de extensão, permite que 2,8 milhões de litros diários de esgoto possam chegar para o tratamento. Esse volume é gerado pela população estimada em 18 mil pessoas, residentes nos bairros da região do Cajuru, às margens da avenida Paraná, entre o rio Pirajibu e a divisa com Itu.

O esgoto coletado no bairro percorre o coletor-tronco Tapera Grande e com a interligação recém-concluída chega ao coletor-tronco do Pirajibu, inaugurado no ano passado. Assim, os efluentes chegam à Estação de Tratamento de Esgoto ETE S-2, no bairro Vitória Régia.

Cerca de R$ 4 milhões foram investidos na construção do Sistema de Esgotamento Sanitário da Região do Cajuru. Aproximadamente 2,8 milhões de litros de esgoto gerados pela população do Cajuru deixaram de poluir o rio Sorocaba a cada novo dia.

Obras garantem qualidade da água

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) de Sorocaba tem como uma de suas principais metas a distribuição da água usada pelos sorocabanos com a melhor qualidade possível e esta também é uma meta do atual governo de Sorocaba. Segundo o prefeito José Crespo, a qualidade do abastecimento precisa acompanhar o desenvolvimento da cidade. “Para que tenhamos qualidade em nossa água é preciso investimentos em infraestrutura, buscar recursos para melhorias e o Saae trabalha incessantemente para se manter à frente de todos os percalços e levar a melhor água às torneiras dos sorocabanos.”

ETA do Cerrado recebe investimentos para melhorar a qualidade da água - Foto: Divulgação

A autarquia vem investindo em obras como a construção da nova Estação de Tratamento de Água do Vitória Régia (ETA-Vitória Régia) e na instalação de uma linha na Avenida Itavuvu que ligará a nova ETA à rede que abastece a região do Jardim Maria Eugênia. Na sequência serão construídas as linhas que serão interligadas às redes que abastecem as regiões do Conjunto Habitacional Hebert de Souza, do Éden e do Parque Tecnológico/Toyota. O valor exato previsto para ser investido na ETA Vitória Régia é de R$ 77.956.527,01, com recursos do Governo Federal, que incluem financiamento dos programas Saneamento para Todos e Contrapartida do Programa de Aceleração do Crescimento (CPAC), além de recursos do próprio do Saae e financiamento da Caixa Econômica Federal.

A ETA Vitória Régia será inaugurada com capacidade para produzir 750 litros de água tratada por segundo e com a ampliação já prevista, chegará a 1.500 litros por segundo. Esse volume corresponde a 60% de toda a água servida hoje para a população, que é processada na ETA Cerrado e na ETA Éden, que também recebeu ampliação, concluída no ano passado. O início das atividades do novo sistema produtor está previsto para 2020.

O diretor-geral do Saae, Ronald Pereira da Silva, ressalta que, a cidade tem um dos melhores abastecimentos e qualidade da água do País. “Somos reconhecidos pela qualidade da água que distribuímos, mas não paramos de trabalhar para avançar ainda mais e cumprir todas as metas do atual governo.”

Outra ação que contribui para que Sorocaba tenha qualidade no abastecimento de água é o Programa Rio Sorocaba 100% despoluído. O diretor-geral do Saae explica que o processo de despoluição foi iniciado há 20 anos. “Naquela época o pensamento da população era de que seria impossível a despoluição total do Rio Sorocaba. Graças ao trabalho realizado pelo Saae, em breve vamos beber a água do rio Sorocaba”, comemora Ronald.

Também estão sendo feitos investimentos na recuperação dos 14 quilômetros da quarta adutora que transporta a água bruta da represa de Itupararanga pela Serra de São Francisco até a Estação de Tratamento de Água (ETA) Cerrado. A quarta adutora é importante para manobras ou manutenções que se fizerem necessárias em alguma das outras três adutoras em funcionamento, sem precisar reduzir o volume de água que chega para o tratamento. O trabalho é contínuo e consiste na substituição da tubulação. Também no Cerrado, uma obra de revestimento acústico eliminou o ruído que incomodava a vizinhança.

Programa ajuda a reduzir perdas

Macromedidores, como o da ETA Cerrado, diminuem vazamentos - Foto: Divulgação

A rede de distribuição de água da região do Central Parque recebeu o quinto grande medidor de precisão. Essa é a primeira rede de distribuição da cidade a ganhar o pleno monitoramento pelo Programa de Controle e Redução de Perdas.

Com o conjunto de macromedidores instalados em pontos estratégicos é possível averiguar os volumes de água que entram e saem de uma estação de tratamento, de um centro de distribuição (reservatórios) ou de um bairro ou região, possibilitando determinar exatamente o quanto se perde e o trecho onde há algum vazamento, facilitando assim o trabalho de detecção e correção do problema. As duas principais adutoras, que transportam água bruta coletada na represa de Itupararanga por 14 quilômetros, também estão equipadas com medidores de precisão em suas extremidades.

O Saae ainda está efetuando a troca de hidrômetros. Os novos equipamentos certificados pelo Inmetro reduzem perdas nas medições.