Sorocaba e Região

Secretaria da Saúde não indica criação de galinhas como controle de escorpiões

Proposta nesse sentido, do vereador João Donizeti (PSDB), foi aprovada em primeira discussão na Câmara
Secretaria da Saúde questiona criação de galinhas como combate a escorpiões
Vereador João Donizeti Silvestre (PSDB), autor do projeto. Crédito da Foto: Emídio Marques/Arquivo JCS

A Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Saúde (SES), informou que de acordo com o Manual de Controle de Escorpiões do Ministério da Saúde, galinhas não são agentes eficazes controladores dos escorpiões e a prática de criação de aves domésticas favorece a proliferação do mosquito-palha, transmissor da leishmaniose visceral, uma doença grave, que pode levar a óbito.

O Executivo foi questionado pela reportagem porque há em curso um projeto de lei na Câmara que trata do tema. O projeto, de João Donizeti (PSDB), foi aprovado nesta quinta-feira (14), mas o vereador foi convidado para discutir o tema na Prefeitura.

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“Apesar de não haver o registro de leishmaniose visceral em humanos em Sorocaba, há a transmissão em nossa cidade em cães, que são considerados reservatórios”, diz a SES, em nota. A secretaria afirma ainda que não indica a criação de galinhas, galinhas d’angola e gansos para o controle de escorpiões e já foi procurada pelo órgão estadual de controle de vetores, a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), que questionou o projeto.

O projeto de lei que permite a criação de galinhas, galinhas-d’angola e gansos na zona urbana de Sorocaba, por estes serem predadores de escorpiões, possibilitando o controle natural desses e de outros animais sinantrópicos, foi aprovado em primeira discussão. A iniciativa, que começou a ser discutida na sessão de terça-feira (12), trata de prevenção e controle de zoonoses.

Apesar da aprovação, o autor do projeto, vereador João Donizeti (PSDB), foi procurado pelo setor da Prefeitura de Sorocaba que trata do tema. O projeto poderá sofrer modificações.

Criação de cargos

Com a apresentação de uma emenda, o projeto de lei que cria vinte cargos na Prefeitura de Sorocaba, que deverão preenchidos por funcionários de carreira, saiu de pauta. De autoria do vereador Pastor Apolo (PSB), a emenda determina que a lei, caso o projeto seja aprovado, não tenha efeitos imediatos e que passem a valer somente a partir de 2020.

Com essa situação, a emenda — chamada de modificativa — terá de ser avaliada pelas comissões da Casa e somente aí o projeto deverá retornar para votação em plenário. A Prefeitura alega que há defasagem no número de funcionários após a reforma administrativa que criou novas secretarias em 2017, além de um “equívoco” em não ter inserido esses cargos na reforma. (Marcel Scinocca)

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