Sorocaba e Região

Secretaria da Saúde de Sorocaba diz ser inviável vacinação antirrábica

Instituto Pasteur informa que não devem ser realizadas campanhas de vacinação antirrábica durante o período de pandemia
Secretaria da Saúde de Sorocaba diz ser inviável vacinação antirrábica
Crédito da foto: Emidio Marques / Arquivo JCS (24/1/2015)

A falta de doses da vacina antirrábica e a pandemia do novo coronavírus foram apontados, pela Secretaria da Saúde de Sorocaba, como fatores que inviabilizam a campanha de imunização para cães e gatos na cidade.

De acordo com a pasta, seguindo diretrizes do Instituto Pasteur, referência no estudo da raiva e ligado ao governo do Estado de São Paulo, o desabastecimento de vacinas, fornecidas pelo Ministério da Saúde, obriga que a imunização só aconteça em situações excepcionais — como bloqueios de casos da doença nos animais.

Ainda segundo a secretaria, o Instituto Pasteur também informou que não devem ser realizadas campanhas de vacinação antirrábica durante o período de pandemia. A pasta frisou que, desde 2019, “não recebe um quantitativo de doses para a realização de campanhas”.

Mesmo assim, a secretaria apontou que o desabastecimento não exime proprietários de cães e gatos de imunizarem os animais em clínicas particulares de veterinária. Não há registro de cães e gatos com raiva em Sorocaba nos últimos anos. A secretaria disse que existem apenas relatos de um animal com a doença na década de 90.

Estoques

O Ministério da Saúde informou, em nota, que normaliza os estoques estaduais de doses da vacina antirrábica desde março, utilizando, para isso, quantitativos adquiridos no ano passado e seguindo cronograma de cada unidade da federação.

A pasta afirmou que adquire, anualmente, 30 milhões de doses da vacina, mas que, no ano passado, por conta de uma suspensão de seis meses da fabricação pelo laboratório fornecedor, só recebeu doses para atender as demandas dos estados para imunizações de bloqueio.

Por fim, o ministério confirmou a realização de campanhas de vacinação antirrábica para o segundo semestre deste ano, mas destacou que, por conta da pandemia, as secretarias estaduais de Saúde deverão programar as ações conforme os cenários locais de disseminação da Covid-19. (Erick Rodrigues)

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