Sorocaba e Região

Saae remove algas da bacia de contenção do Jd. Abaeté

Plantas aquáticas transformaram o lago em um grande “tapete” verde
Saae remove algas da bacia de contenção do Jd. Abaeté
Remoção é diária. Material é levado ao aterro sanitário por caminhões. Crédito da foto: Fábio Rogério (19/2/2021)

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) está realizando a retirada das plantas aquáticas que surgiram na bacia de contenção, localizada no Jardim Abaeté, no Parque das Águas, em Sorocaba. Segundo biólogos, tratam-se de macrófitas aquáticas que podem modificar o ecossistema do lago.

De acordo com o biólogo André dos Santos, essas plantas flutuantes precisam de nutrientes na água através de matéria orgânica. Ele explicou que, em áreas urbanas, isso pode ter relação com o despejo de esgoto. Além disso, o processo de eutrofização, que é o aumento de nutrientes, pode tornar o lago em um pântano.

A bióloga Renata Shiozaki acredita que o aumento de matéria orgânica pode ter sido causado pela grande quantidade de garças que vivem no local. Conforme ela, essas macrófitas aquáticas são bioindicadoras de alta concentração de nutrientes. “Excesso de matéria orgânica deteriora a qualidade da água, causando um aumento de algas e macrófitas aquáticas”, disse Renata.

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Segundo a bióloga, o excesso de nutrientes causa um desequilíbrio no ecossistema do lago. “A proliferação das algas vai causando uma diminuição de oxigênio no lago, podendo ter morte de peixes”, e continuou “o caminho é tirar essas plantas”.

André lembrou que as macrófitas aquáticas podem trazer malefícios à saúde pública por acumularem água e terem potencial para criadouro de mosquitos transmissores de doenças. Para ele, outro ponto negativo é com relação à função paisagística do lago. “Vai parecer um campo de futebol, e essa planta vai produzir cheiro após a morte”.

Apesar da grande quantidade das plantas aquáticas, que estão encobrindo todo o lago do Jardim Abaeté, a Prefeitura Municipal, por meio do Saae, informou que equipes trabalham, diariamente, para retirar a vegetação do local, levando ao aterro da cidade. Por dia, a quantidade média de material retirado do local equivale ao conteúdo de dois a três caminhões cheios, do tipo basculante.

O biólogo André disse que “a doença é o excesso de matéria orgânica. Já a planta, é o sintoma”. Dessa forma, a retirada da macrófita aquática será apenas paliativa. “A única forma de impedir, é eliminar a fonte [o excesso de nutrientes]”.

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Sobre a possibilidade de mortandade dos peixes, o Saae ressaltou que está atento às questões ambientais. “fazemos o monitoramento da água e dos peixes no local”, complementou o diretor-geral do Saae, Ronald Pereira da Silva. (Da Redação)

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