Sorocaba e Região

Roupas doadas em campanha são entregues para entidade

Ação dos colaboradores da FUA arrecadou cerca de 100 peças
Roupas doadas em campanha são entregues para entidade
Neuri Manoel Rodrigues (esquerda) e Luana Conrado entregam doações para o presidente do SOS, Valderlei Silva. Crédito da foto: Fábio Rogério

Os colaboradores do Jornal Cruzeiro do Sul, da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), arrecadaram aproximadamente 100 peças de roupas que foram doadas, na manhã desta quarta-feira (3), ao Serviço de Obras Sociais (SOS Sorocaba). A entidade oferece acolhimento noturno às pessoas em situação de rua e durante o dia, em parceria com o Centro Pop, coordenado pela Casa Azul, disponibiliza refeições, atendimento psicológico e troca de roupas.

A Campanha do Agasalho 2019 foi idealizada pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), presidida por Neuri Manoel Rodrigues e também pelo setor de Recursos Humanos, representado por Luana Conrado. Os dois colaboradores, representando toda a empresa, realizaram a entrega dos agasalhos ao presidente do SOS, Valderlei Silva. “Essas doações são muito importantes e agradecemos a parceria com o jornal”, disse o presidente da entidade. Segundo Neuri, embora essa seja a primeira edição da campanha realizada internamente, o resultado foi satisfatório e ela deve se tornar uma tradição.

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Segundo Vanderlei, todas as peças doadas passam por uma triagem realizada pela equipe técnica do Centro Pop e só depois são entregues aos assistidos. Entre as peças arrecadadas, há casacos, calças, bermudas e camisetas. Vestimentas masculinas, femininas e também infantis foram doadas pelos colaboradores e segundo Virgínia Theodoro, assistente social da Casa Azul, uma vez por semana os assistidos podem escolher uma troca de roupa. “Aqui há também a lavanderia e sempre orientamos que eles cuidem bem dessas roupas e são responsáveis pela higienização”, conta.

Roupas doadas em campanha são entregues para entidade
SOS oferece acolhimento noturno às pessoas em situação de rua. Crédito da foto: Fábio Rogério

Sobre as roupas infantis, Virgínia conta que a entidade mantém algumas peças em seu estoque para casos de mães ou pais que chegam com crianças para o acolhimento, mas a maioria é doada para outras entidades com trabalho voltado aos menores de idade. Em caso de menores de idade que chegam ao abrigo, o Conselho Tutelar também é acionado.

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De acordo com Valcilene de Carvalho Gargaro, assistente social do SOS, a maioria dos assistidos são homens, com idade variadas. Há também uma procura considerável por mulheres transexuais. “Oferecemos todo o atendimento humanizado, utilizando o nome social e encaminhado para o dormitório feminino, assim como o uso do banheiro destinado às mulheres”, relata.

Vanderlei destaca que o SOS é um albergue de curta permanência, mas a parceria com o Centro Pop muitas vezes demanda mais tempo de acolhimento. “Aqui eles podem tentar recuperar os documentos, buscar um encaminhamento para o mercado de trabalho, aguardar uma vaga para internação no caso dos dependentes químicos. Cada caso é analisado individualmente”, conta o presidente do SOS. A capacidade para o acolhimento noturno é de 80 pessoas e os assistidos recebem café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. (Larissa Pessoa)

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