Sorocaba e Região

Rodoviários reclamam de falhas no salário

Em nota, trabalhadores dizem que não receberam pagamento integral. STU e Consor negam a situação
STU e Consor dizem ter realizado os pagamentos, mas afirmam que tiveram perda de 50% na receita de março, com a redução da frota nas ruas. Crédito da foto: Vinícius Fonseca (7/4/2020)

 

Funcionários das duas empresas que operam o transporte coletivo de Sorocaba divulgaram uma nota, nesta sexta-feira (10), na qual afirmam que não receberam seus salários de forma integral referentes a março. O documento fala em “falta de consideração”.

STU e Consor negam a situação. A Urbes preferiu não se manifestar sobre o caso, por entender que o problema é tão somente entre empregado e empregador. O sindicato que representa a categoria também não se manifestou sobre a questão.

Conforme o documento, o salário pago de forma parcial corresponde ao período entre os dias 21 de fevereiro a 21 de março. “Já tínhamos trabalhado normalmente ate o dia 22 de março, onde, aí sim, desse dia em diante, a frota foi reduzida em 40%”, diz. O texto continua e afirma que o motivo era o de diminuir a locomoção de passageiros nos ônibus, já que se trata de um local de muita aglomeração, por conta da pandemia do coronavírus.

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“Mostrando total falta de consideração e respeito com cada funcionário, simplesmente não pagaram as horas extras, não pagaram o PTS (prêmio por tempo de serviço), não pagaram o ticket (…). Não pagaram as férias e nem o PLR que todos recebem no retorno das férias”, diz a nota. “Deixando todos nós praticamente sem salário, pois os descontos vieram normalmente”, afirma o comunicado, referindo-se aos descontos de INSS, Imposto de Renda e convênio médico, por exemplo.

Empresas negam

As duas empresas, Consor e STU, enviaram ao jornal Cruzeiro do Sul uma nota conjunta, já divulgada em 8 de abril. A nota de esclarecimento fala da redução de passageiros e, consequentemente, da receita. “Devido à crise gerada pela pandemia da Covid-19, o número de usuários do transporte público caiu drasticamente e impactou fortemente a arrecadação. Tivemos uma perda de 50% na receita de março. Neste mês de abril, estamos conduzindo 10% dos passageiros que transportávamos”, informam as empresas.

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Consor e STU afirmam ainda que, mesmo com um cenário delicado, “seguimos cumprindo com nossas obrigações e honramos salários integralmente; vale-refeição semanal, convênio médico e odontológico, adicional noturno, café da manhã diário e cestas básicas para todos os colaboradores”.

Em caráter de exceção, as empresas afirmam que fizeram uma proposta para pagar as horas extras do mês de março, a Participação de Lucros e Resultados (PLR) e o Prêmio por Tempo de Serviço quando tudo for normalizado.

“Embora estivéssemos à disposição para unirmos esforços em prol da população que utiliza o transporte coletivo, não houve acordo com o Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba”, pontua o comunicado. As empresas afirmam que seguem abertas ao diálogo sobre o tema.

Urbes

Questionada sobre a situação, a Urbes, que gerencia o trânsito e o transporte de Sorocaba, afirmou que trata-se de uma relação trabalhista, que deve ser apurada entre as partes. “A Urbes preza pelo entendimento entre empresas e sindicato, visando o bem da população neste momento de pandemia”, afirma.

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O Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região não se manifestou sobre a situação até o fechamento desta edição.  (Marcel Scinocca)

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