Movimento é tranquilo nos locais de votação de Votorantim

Eleitores destacam a organização nas escolas, mas santinhos espalhados pelas ruas chamam a atenção

Por Thaís Verderamis

Santinhos poluem todas as áreas de votação

Ao redor das escolas que abrigam as zonas eleitorais, o movimento foi tranquilo e silencioso em Votorantim, no início da manhã. Os eleitores, direcionados pelos profissionais do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), encontraram suas zonas e aguardam nas filas para votar.

Na Escola Estadual Professor Daniel Verano, no Parque Bela Vista, maior local de votação de Votorantim, com 6.561 eleitores, o movimento, por volta das 9h, era tranquilo. A costureira Marli Costa, de 57 anos, aproveitou para registrar o seu voto nas primeiras horas. “Eu voto sempre, do jeito que tá o Brasil a gente nem vota em ninguém direito”, afirmou.

A aposentada Katia Aparecida Polli Vieira, de 66 anos, também aproveitou para votar cedo. Para ela, a expectativa é que a situação no país melhore. “Cada dia melhorar mais. As pessoas têm que pensar bem em quem vão votar”, explicou.

Já a aposentada Nely Herrera, de 67 anos, afirmou que votar na Escola Daniel Verano é bom e organizado, mas que teve dificuldade na escolha dos candidatos. “A gente acha um pouco difícil porque a gente não conhece muito bem os planos dos candidatos”, explicou.

Na Escola Estadual Professor Wilson Prestes Miramontes, no Parque Jataí, a movimentação também estava calma no período da manhã. No entanto, assim como em diversos pontos da cidade, havia santinhos no chão.

“Ao invés de ser papel e lixo, podia ser dinheiro para as pessoas pegarem”, brincou o eleitor Ademar Vieira de Lima, de 68 anos, que destacou também a importância do voto. “É obrigação da gente, direito do cidadão é vir votar”, afirmou.

Para algumas famílias, a votação se torna um evento. A dona de casa Ivonete Tertuliana do Nascimento, de 75 anos, já não tem a obrigatoriedade, mas escolheu votar. O filho, o armazenista Edilson Feliciano do Nascimento, de 48 anos, acompanhou a mãe.

“Ela como já é idosa não tem obrigatoriedade de vir, no caso se ela não quiser vir não tem problema, mas ela faz questão de vir enquanto tiver podendo exercer a cidadania dela, e a gente como filho tem obrigação de trazer, fazer a nossa parte, e a dela que nunca deixou de votar”, contou Edilson.

Na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Maria Helena de Moraes Scripillitti, no Votocel, o movimento também foi calmo.

O casal de bibliotecários Raquel Jacob, de 35 anos, e Rafael Arduini, de 36 anos, votou na escola pela primeira vez. “Nos mudamos de Ribeirão Preto para Votorantim em 2023. Foi bem organizado”, contou Raquel.

No entanto, a quantidade de papel no chão chamou a atenção. “A única coisa que eu até comentei com o meu marido foi a quantidade de papéis que tinha na rua aqui, em Ribeirão tem menos ou menos nas últimas últimas duas eleições tava bem menos papéis”, comparou Raquel.