Vereador tem casa invadida e é agredido; suspeito é preso
Vinicios Morás (Republicanos) entrou em luta corporal com invasor, que levou objetos da residência
O vereador Vinícios Morás (Republicanos), de Cerquilho, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), teve a casa invadida na madrugada de quarta-feira (23) e entrou em luta corporal com o homem que acessou o imóvel. Durante o confronto, o parlamentar sofreu ferimentos no rosto e na mão. O invasor levou diversos pertences da residência, mas foi localizado e preso pela Guarda Civil Municipal (GCM).
A reportagem do jornal Cruzeiro do Sul entrou em contato com o vereador. Segundo ele, o homem entrou na casa por volta da 1h04 de quarta-feira, após forçar o portão de pedestres. Em seguida, passou por uma porta lateral que dava para a cozinha e permaneceu cerca de 45 minutos dentro da residência, revirando os cômodos e procurando objetos, sem que o vereador percebesse a movimentação.
O parlamentar contou que despertou após ouvir o barulho de um objeto que caiu na cozinha. Em seguida, encontrou o homem dentro do quarto, mexendo em gavetas próximas à cama. Nesse momento, os dois entraram em luta corporal.
Durante o confronto, conforme Morás, o invasor o atingiu próximo ao olho e no nariz. O vereador também sofreu um corte na palma da mão ao tomar uma faca que estava com o homem. Após o episódio, ele procurou atendimento na Santa Casa de Cerquilho.
Ainda segundo o vereador, o homem fez ameaças durante a briga e já estava com parte dos objetos retirados da casa. Morás conseguiu conduzi-lo até a saída do imóvel, mas, na calçada, o homem afirmou que voltaria caso não pudesse levar a televisão.
Com medo, o vereador permitiu que o invasor retornasse à residência para pegar o aparelho e outros pertences. Em seguida, procurou ajuda e acionou a GCM.
O parlamentar também afirma que, durante o confronto, o homem repetiu duas vezes a frase "estou com o delegado". Morás ressaltou que o invasor não mencionou o nome de nenhuma pessoa ao fazer a declaração.
Entre os itens retirados do imóvel estavam uma televisão, um notebook, roupas de marca, perfumes, semijoias, um compressor de ar, um ferro de passar roupa e pares de tênis. O vereador também relata o desaparecimento de dois frascos de medicamento à base de canabidiol.
Ao comentar os prejuízos, Morás destaca a perda do computador, que não tinha seguro e armazenava informações pessoais, e dos medicamentos.
Prisão
Em nota, a GCM de Cerquilho informa que iniciou diligências e patrulhamento após tomar conhecimento do roubo na residência. O homem, que já era conhecido nos meios policiais, foi localizado e abordado pelas equipes.
Durante a abordagem, segundo a corporação, o suspeito confessou o crime e mostrou a faca que carregava na cintura. Parte dos pertences retirados do imóvel foi recuperada e reconhecida pela vítima.
A GCM conduziu o homem à autoridade policial competente, junto com os objetos recuperados. A corporação também informa que prestou atendimento ao parlamentar e preservou o local.
A Guarda ressalta que as demais circunstâncias da ocorrência, incluindo a dinâmica dos fatos e as informações apresentadas durante o atendimento, serão apuradas pela Polícia Civil.
Investigação
O vereador afirma que solicitou que a investigação fosse conduzida por equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga, em vez da delegacia de Cerquilho. Segundo ele, o pedido busca garantir a imparcialidade da apuração, uma vez que havia feito críticas públicas ao delegado do município durante uma sessão da Câmara na segunda-feira (21).
O parlamentar ressalta que não acusa o delegado de participação no crime ou de ter ordenado a ação. "Eu não estou dizendo que foi o delegado, foi a mando do delegado ou tem relação com o delegado", declarou.
O vereador também reconhece a possibilidade de ter sido vítima de um roubo sem relação com as críticas feitas anteriormente. Segundo ele, a investigação deve esclarecer se havia alguma ligação entre os episódios.
De acordo com o parlamentar, a investigação inicial ficou sob responsabilidade da DIG de Itapetininga, e outras circunstâncias do caso foram encaminhadas à seccional.