Pesquisa de preços aponta variações expressivas em alimentos essenciais
Produtos que lideram o ranking de volatilidade pertencem ao setor de hortifrúti: batata, tomate e alho
Entre os dias 22 e 25 de junho de 2026, uma pesquisa realizada pelo Laboratório de CSA da Uniso (Universidade de Sorocaba) mapeou os preços de diversos itens de primeira necessidade em redes de supermercados locais, e os produtos que lideram o ranking de volatilidade pertencem ao setor de hortifrúti.
O quilo da batata registrou a maior oscilação da semana, atingindo uma diferença impressionante de 150,25%. Enquanto o menor valor encontrado foi de R$ 5,99, o preço máximo chegou a R$ 14,99, representando uma distância absoluta de R$ 9,00 pelo mesmo produto.
O tomate também pesou significativamente no orçamento, apresentando uma variação de 113,35%. O quilo do fruto alternou entre R$ 7,49 e R$ 15,98 nas gôndolas pesquisadas (diferença de R$ 8,49). Logo atrás, o alho (pacote de 200g) completou a lista dos três alimentos com maior dispersão de valores, com uma flutuação de 112,45%. O item variou de R$ 4,98 a R$ 10,58 (diferença de R$ 5,60).
Base comparativa
Para além dos três itens críticos, a oscilação se estende por todas as seções do supermercado. No próprio setor de hortifrúti, a mandioca variou 100,33% (de R$ 2,99 a R$ 5,99) e a dúzia de ovos grandes apresentou uma diferença de 66,74% (de R$ 8,99 a R$ 14,99). Até mesmo os produtos industrializados e de mercearia básica demandam cautela.
Disparidade
O estudo evidencia uma disparidade acentuada entre os valores mínimos e máximos praticados na cidade, reforçando que a oscilação do mercado exige atenção redobrada no momento das compras.
Fatores climáticos
A expressiva instabilidade observada nos preços da batata, do tomate e do alho no final de junho está diretamente atrelada a fatores climáticos adversos e à sazonalidade que afetaram as safras nacionais.
Como se trata de culturas altamente perecíveis e sensíveis, o comportamento atípico do clima nas principais regiões produtoras, caracterizado por excesso de chuvas distribuído de forma irregular e variações bruscas de temperatura, prejudicou o desenvolvimento no campo e gerou quebras de produtividade.
Redução de oferta
Essa redução na oferta impacta imediatamente os centros de distribuição que abastecem o município de Sorocaba. Diante de um volume menor de mercadoria de boa qualidade no atacado, os custos de aquisição disparam. Os estabelecimentos comerciais que realizam reposições diárias ou que dependem de fornecedores flutuantes absorvem esse impacto de forma imediata, repassando o reajuste ao consumidor final.
Por outro lado, locais que operam com estoques antigos ou contratos firmados de longo prazo conseguem segurar os preços baixos por mais tempo, gerando as enormes distorções simultâneas constatadas na cidade.
Orçamento doméstico
Diante de variações que ultrapassam os 150%, a fragmentação das compras em mais de um estabelecimento ou a substituição temporária de itens altamente inflacionados por similares são as estratégias mais recomendadas para proteger o orçamento doméstico. O monitoramento constante das despesas continua sendo a ferramenta mais eficaz para o planejamento financeiro das famílias.