MP analisa possíveis irregularidades em concurso público em Salto

As denúncias partiram de candidatos que participaram do processo seletivo

Por Da Redação

O concurso contou com mais de 16 mil inscritos e oferecia 127 vagas na área da educação

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) analisa possíveis irregularidades em um concurso público realizado no domingo (12), em Salto, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). As denúncias partiram de candidatos que participaram do processo seletivo, que contou com mais de 16 mil inscritos e oferecia 127 vagas na área da educação.

Entre os problemas relatados estão a aplicação de provas em local considerado inadequado, após falha de infraestrutura que levou à realocação de candidatos para o refeitório da Escola Estadual Professora Iracema Pinheiro Franco, no Jardim Saltense. Também houve queixas sobre a falta de fiscais, que se alternavam entre diferentes salas.

Candidatos ainda apontaram o cancelamento de quatro provas: três por apresentação de documentos digitais, apesar da proibição prevista em edital, e uma por falha no lacre do celular. Outro ponto citado foi a presença do prefeito de Salto, Geraldo Garcia (PP), em uma das salas durante a aplicação da prova.

Outras ocorrências mencionadas incluem orientação incorreta para o preenchimento do gabarito — com número de questões inferior ao total da prova —, listas de presença já assinadas e celulares que tocaram durante a realização do exame.

O que diz a prefeitura

A Secretaria de Administração e Governo Digital confirmou o registro de ocorrências durante a aplicação do concurso. Segundo a pasta, três candidatos apresentaram documento digital, o que não é permitido pelo edital, e um não realizou corretamente o lacre do celular. Nesses casos, os participantes não foram retirados das salas, mas foram informados de que as provas seriam posteriormente anuladas.

A secretaria também informou que um problema de infraestrutura na Escola Estadual Professora Iracema Pinheiro Franco causou a indisponibilidade de três salas, levando à realocação de parte dos candidatos para o refeitório. De acordo com a administração, 19 dos 3.302 candidatos ao cargo de PEB I foram acomodados nesse espaço, sem prejuízo à aplicação da prova.

Ainda conforme a prefeitura, a comissão organizadora, formada por servidores concursados, acompanhou toda a aplicação do exame. As ocorrências devem ser detalhadas em relatório da empresa responsável, e o concurso segue em fase de correção.

Questionada sobre a presença do prefeito em uma das salas, a prefeitura não informou o motivo.

A empresa SHDias, responsável pela organização do concurso, foi procurada, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem. (Gabriel Cacciacarro - programa de estágio)