Professor é detido após ser flagrado com menina de 13 anos

Homem buscou a garota em chácara e disse que faria trabalho escolar

Por Da Redação

A ocorrência foi registrada como morte suspeita na Delegacia de Iperó

Um professor de 38 anos foi levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba após ser flagrado tentando retirar uma adolescente de 13 anos de dentro de uma chácara em Iperó — Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) —, na noite da última quinta-feira (20). Segundo o boletim de ocorrência, o homem entrou de carro na propriedade alegando que faria um trabalho escolar com a menina, mas a versão foi contestada por familiares e testemunhas.

Durante a busca no veículo, guardas encontraram uma mochila contendo peças íntimas infantis. Também foram apreendidos dois celulares e um frasco com substância transparente. Ainda conforme o BO, o suspeito demonstrou forte nervosismo e, no pronto atendimento para registro da ocorrência, precisou ser algemado após “agitação” e alegações de que estava sendo injustiçado.

De acordo com o relato registrado pela Polícia Civil, guardas municipais foram acionados depois que moradores perceberam que o veículo do suspeito circulava diversas vezes em frente ao local antes de entrar. Testemunhas afirmaram que não conheciam o motorista e estranharam o fato de a menina ter entrado rapidamente no carro.

Quando familiares foram verificar o que acontecia, o motorista teria tentado deixar a propriedade, mas bateu em um palanque e foi impedido de sair. As chaves do veículo foram retiradas até a chegada da GCM. Ao ser questionado, o homem disse que levaria a adolescente à casa de uma professora para realização de um trabalho, mas a educadora negou qualquer atividade marcada — e afirmou que desconhecia completamente a situação.

O boletim detalha que testemunhas verificaram o celular da vítima e encontraram mensagens trocadas com o investigado no mesmo dia, combinando um encontro. Os diálogos, segundo o registro, continham insinuações de teor sexual, incluindo a frase “vamos dar uma fugidinha”, acompanhada de emoji.

A mãe da adolescente também compareceu à delegacia e autorizou a perícia no celular da filha. Prints das conversas foram entregues à Polícia Civil.

O professor, que possui formação universitária e pós-graduação na área de educação, estava acompanhado de advogado, mas não conseguiu prestar depoimento alegando ter tomado medicação momentos antes, segundo o registro.

O caso foi inicialmente enquadrado como assédio sexual contra menor de 18 anos. A Polícia Civil ressaltou que o enquadramento é preliminar e que será instaurado inquérito para esclarecer completamente os fatos.

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